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Fogos com estampido assustam husky e morte de cão comove Maceió

Caso reacende debate sobre impactos dos fogos de artifício em animais, crianças autistas e pessoas sensíveis ao barulho

Por Esther Barros 23/06/2026 05h05
Fogos com estampido assustam husky e morte de cão comove Maceió
. - Foto: Reprodução

A morte de um husky siberiano após um episódio de intenso estresse provocado por fogos de artifício com estampido durante a partida da seleção brasileira mobilizou moradores de Maceió e reacendeu o debate sobre os riscos desse tipo de artefato. 

O caso aconteceu no bairro Santa Lúcia e foi relatado pela tutora do animal, a empreendedora Carla Luiza Rozendo.

Segundo Carla, o cão, chamado Nicky, de três anos, nunca havia demonstrado medo excessivo de fogos. No entanto, durante o jogo da última sexta-feira (20), o volume e a intensidade dos estampidos deixaram o animal completamente desorientado.

Em meio ao nervosismo, Nicky correu pelo quintal e acabou entrando em contato com uma planta ornamental conhecida como abacaxi-roxo, considerada tóxica para cães. A partir desse momento, começou a apresentar sintomas como vômitos e diarreia, quadro que, segundo a tutora, evoluiu rapidamente.

O cachorro permaneceu debilitado ao longo do sábado (21) e foi levado a uma clínica veterinária no domingo (22). Ao chegar à unidade, já apresentava sinais graves, incluindo rigidez nos membros e pupilas dilatadas. Apesar dos esforços da equipe veterinária, o animal não resistiu e morreu poucas horas depois.

Abalada, Carla decidiu compartilhar a história nas redes sociais para alertar sobre os efeitos que os fogos com estampido podem causar não apenas em animais, mas também em pessoas com maior sensibilidade aos ruídos.

Ela defende que a legislação existente seja efetivamente cumprida e cobra maior fiscalização para impedir o uso irregular desse tipo de explosivo. Segundo a tutora, após publicar o relato, recebeu diversas mensagens de pessoas que enfrentam situações semelhantes durante períodos de festas e comemorações.

Além dos pets, Carla lembra que crianças com transtorno do espectro autista (TEA), idosos, recém-nascidos, gestantes e outras pessoas sensíveis ao barulho também sofrem com os efeitos dos estampidos. Para ela, a conscientização da população é fundamental para evitar que novas histórias terminem em tragédia.