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Ronda no Bairro amplia uso de pulseirinhas de identificação para idosos

Com o avanço da idade ou quadros de comprometimento da memória, muitos idosos podem se perder ou esquecer o caminho de volta para casa

Por Agência Alagoas com Redação 17/06/2026 15h03
Ronda no Bairro amplia uso de pulseirinhas de identificação para idosos
Objetivo é ajudar os idosos a retornarem para casa sem segurança - Foto: Marco Aurélio Mello / Ascom Seprev

A campanha de distribuição de pulseirinhas de identificação do Programa Ronda no Bairro passou a contemplar também os idosos, ampliando a proteção desse público vulnerável. A decisão surgiu a partir de situações frequentes observadas pelos agentes de proximidade durante o atendimento diário.

Com o avanço da idade ou quadros de comprometimento da memória, muitos idosos podem se perder ou esquecer o caminho de volta para casa, tornando-se dependentes da intervenção de terceiros. Assim como as crianças, eles requerem atenção especial de familiares e responsáveis.

As pulseirinhas permitem registrar informações essenciais, como o nome do usuário, de um parente ou responsável e o respectivo telefone, facilitando o reencontro e garantindo o retorno seguro ao lar.

Para ilustrar a importância da iniciativa, somente neste ano, a equipe social do programa já atendeu 15 casos de idosos perdidos nos sete territórios de atuação do Ronda no Bairro: Jacintinho, Centro, Orla e Benedito Bentes (Maceió); Praia do Francês (Marechal Deodoro); Rio Largo e Paripueira.

Em maio, por exemplo, um idoso de 72 anos foi encontrado sozinho na Avenida Assis Chateaubriand, no Trapiche da Barra, sem conseguir informar o próprio nome ou endereço. Após escuta qualificada e diálogo humanizado, a equipe conseguiu ajudá-lo a lembrar o endereço e conduzi-lo de volta para casa.

Outro caso, também em maio, envolveu um homem de 63 anos que caminhava desorientado pela Travessa Boa Vista, no Jacintinho. Ele não se recordava do endereço, mas citou o nome da filha e da ex-esposa. Os profissionais o encaminharam à UPA de Jaraguá para checar informações e, enquanto aguardavam, acionaram a Central de Ocorrências da Polícia Militar (Copom). Coincidentemente, a filha do idoso entrou em contato com o 190 para comunicar o desaparecimento. Com o endereço confirmado, a equipe o levou de volta ao convívio familiar e entregou pulseirinhas de identificação.

A coordenadora da equipe social do programa, Polly Cavalcante, destaca que as pulseirinhas podem ser solicitadas gratuitamente aos agentes de proximidade presentes em todos os territórios. “Diferentemente das crianças, que gostam de usar o acessório nas praias, muitos idosos resistem. Por isso, é fundamental investir em conversa e convencimento, evidenciando os benefícios da identificação”, afirma.

Áurea Vasconcelos, também coordenadora da equipe, reforça a importância da ação: “A pulseirinha é uma ferramenta simples, mas que faz toda a diferença em situações de imprevisto. Ela traz mais tranquilidade às famílias, agiliza o trabalho das equipes e garante que o idoso seja acolhido com dignidade e segurança. Nosso objetivo é oferecer proteção sem perder o olhar humano e afetivo que cada atendimento exige”.

Lançada em agosto do ano passado pela Secretaria de Prevenção à Violência (Seprev), a campanha das pulseirinhas tinha como foco inicial a localização de crianças perdidas nas praias dos territórios atendidos pelo Ronda no Bairro. Agora, com a ampliação para idosos, a iniciativa reforça o compromisso com a inclusão e o cuidado de toda a comunidade.