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Anvisa determina apreensão de suplementos com promessas de cura
Segundo a Anvisa, os produtos apresentavam problemas relacionados à publicidade, à identificação do fabricante e à regularização sanitária exigida pela legislação brasileira.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de todos os suplementos alimentares da marca Top New e dos produtos denominados Óvulos Ozonizados Ozon Prime. As medidas, publicadas nos dias 15 e 16 de junho, foram adotadas após a identificação de irregularidades envolvendo propaganda, origem dos produtos e ausência de autorização sanitária.
Entre os itens atingidos pelas resoluções estão todos os suplementos da marca Top New. De acordo com a agência, os produtos eram promovidos na internet com alegações terapêuticas incompatíveis com a categoria à qual pertencem.
Durante a fiscalização, foram identificadas divulgações que atribuíam aos suplementos efeitos relacionados ao tratamento ou controle de doenças. Entre as promessas anunciadas estavam:
- "Controla diabetes e colesterol";
- "Ajuda a combater doenças respiratórias";
- "Alivia sintomas de gastrite";
- "Anti-inflamatório".
Segundo a Anvisa, suplementos alimentares não podem ser comercializados como produtos destinados à prevenção, tratamento ou cura de enfermidades. Além disso, a agência informou que não foi possível identificar adequadamente a origem dos itens nem o fabricante responsável, fator que motivou a apreensão de toda a linha da marca.
Outra medida publicada pelo órgão atingiu os chamados Óvulos Ozonizados Ozon Prime. O produto era anunciado como medicamento, mas, segundo a Anvisa, estava sendo comercializado sem registro, notificação ou cadastro junto ao sistema sanitário federal.
A proibição vale para todos os lotes do produto e alcança qualquer pessoa física, empresa ou meio de comunicação envolvido na fabricação, distribuição, venda ou divulgação dos itens.
Com a decisão, ficam suspensas a produção, comercialização, propaganda, distribuição e utilização dos produtos em todo o território nacional.
A agência também orienta os consumidores a interromperem o uso dos itens abrangidos pelas resoluções e a evitarem novas compras, ressaltando a importância de verificar se produtos destinados à saúde possuem regularização junto aos órgãos competentes antes da aquisição.


