Política

Eudócia Caldas critica Paulo Dantas e Calheiros após ação da PF em Alagoas

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) informou que não foi comunicada oficialmente sobre a realização da Operação Ruptura

Por Redação 04/08/2026 19h07 - Atualizado em 04/08/2026 20h08
Eudócia Caldas critica Paulo Dantas e Calheiros após ação da PF em Alagoas
Eudócia Caldas criticou Paulo Dantas e os Calheiros em postagem no Instagram - Foto: Reprodução

A senadora Eudócia Caldas (PSDB), mãe do prefeito de Maceió, JHC, se manifestou nas redes sociais após a repercussão da Operação Ruptura, deflagrada pela Polícia Federal, que investiga um suposto esquema de corrupção eleitoral envolvendo a área da Saúde em Alagoas.

Segundo a senadora, os investigados seriam aliados do governador Paulo Dantas e dos Calheiros. Em suas publicações, Eudócia classificou os suspeitos como integrantes de uma "quadrilha".

"Aliados do governador e dos Calheiros estão furando a fila do SUS, em um enorme desrespeito ao povo alagoano, que já sofre com a demora no atendimento. Um escândalo. Vou acompanhar de perto estas investigações, porque os criminosos precisam ser presos e punidos", escreveu.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) informou que não foi comunicada oficialmente sobre a realização da Operação Ruptura e afirmou estar à disposição das autoridades policiais para colaborar com as investigações.

Apesar das declarações feitas por Eudócia Caldas nas redes sociais, não há confirmação, até o momento, de que os investigados na operação tenham ligação com os Calheiros ou com o governador Paulo Dantas.

"Alagoas não aguenta mais tantos desmandos. A hora da mudança está chegando", publicou a senadora.

Sobre a operação

A Operação Ruptura foi deflagrada nesta terça-feira (4) pela Polícia Federal em Alagoas. Ao todo, foram cumpridos 26 mandados de busca e apreensão contra investigados suspeitos de utilizar listas paralelas e mecanismos informais de agendamento para beneficiar pacientes.

De acordo com a Polícia Federal, os suspeitos teriam facilitado o acesso de determinadas pessoas a hospitais públicos antes da fila regular do Sistema Único de Saúde (SUS), em troca de possíveis vantagens eleitorais para candidatos.

A investigação segue em andamento.