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Tratamento experimental reacende esperança a paraplégico alagoano

Paciente de Alagoas passa por procedimento com polilaminina, substância ainda em fase de pesquisa para lesões na medula espinhal

Por Esther Barros 03/06/2026 07h07
Tratamento experimental reacende esperança a paraplégico alagoano
Natalício Barros, de 32 anos, foi o primeiro paciente de Alagoas a receber o biofármaco experimental voltado à regeneração da medula espinhal - Foto: Reprodução

Um alagoano que ficou paraplégico após sofrer um acidente passou recentemente por um tratamento considerado inovador com uso de polilaminina, substância experimental que vem sendo estudada no Brasil como alternativa para recuperação de lesões medulares.

Natalício Barros, de 32 anos, foi o primeiro paciente de Alagoas a receber o biofármaco experimental voltado à regeneração da medula espinhal.

O procedimento, realizado dentro de protocolos de pesquisa e acompanhado por equipes médicas especializadas, representa uma nova esperança para pacientes que perderam movimentos após traumas graves na coluna. A polilaminina é desenvolvida em parceria entre pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o laboratório Cristália. 

A substância funciona como uma espécie de estrutura de suporte para auxiliar na reorganização das células nervosas danificadas. Segundo especialistas envolvidos nas pesquisas, a proposta é estimular a regeneração dos tecidos e favorecer a reconexão dos neurônios afetados pela lesão medular. 

Apesar do entusiasmo em torno dos primeiros casos acompanhados no país, médicos e pesquisadores reforçam que o tratamento ainda está em fase experimental e não possui comprovação definitiva de eficácia em larga escala. A aplicação depende de autorização específica e segue critérios rigorosos de pesquisa clínica. 

Nos últimos meses, a polilaminina ganhou repercussão nacional após relatos de pacientes que apresentaram melhora parcial de movimentos durante o processo de recuperação. O tema também passou a gerar debates entre especialistas sobre a necessidade de ampliar os estudos científicos antes da adoção mais ampla da técnica.