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Mais de 106 mil famílias deixam o Bolsa Família em Alagoas

Aumento da renda levou beneficiários a saírem do programa desde 2023; somente em maio, mais de 4,5 mil famílias deixaram o benefício no estado

Por Redação 02/06/2026 10h10
Mais de 106 mil famílias deixam o Bolsa Família em Alagoas
Maceió lidera número de desligamentos do programa registrados em maio de 2026 - Foto: Reprodução

Mais de 106 mil famílias deixaram o Bolsa Família em Alagoas entre março de 2023 e maio de 2026 após registrarem aumento da renda familiar. Os dados foram divulgados pelo Governo Federal e apontam que os beneficiários superaram os critérios de permanência no programa social, seja por meio da obtenção de emprego formal ou do desenvolvimento de atividades empreendedoras.

Somente em maio deste ano, mais de 4,5 mil famílias alagoanas deixaram o programa. Maceió concentrou o maior número de desligamentos no período, com 1.023 famílias, seguida por Arapiraca, com 316, e Penedo, com 135.

Também figuram entre os municípios com maior número de famílias que deixaram o benefício Delmiro Gouveia (110), Rio Largo (105), Palmeira dos Índios (105), União dos Palmares (90), Pilar (88), Girau do Ponciano (79) e Marechal Deodoro (77).

Em âmbito nacional, mais de 5,1 milhões de famílias deixaram o Bolsa Família entre março de 2023 e maio de 2026 após ampliarem a renda familiar. Os maiores números foram registrados nos estados de São Paulo, Distrito Federal, Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Entre as capitais brasileiras, São Paulo liderou os desligamentos em maio de 2026, com 7.312 famílias deixando o programa. Na sequência aparecem Rio de Janeiro, Fortaleza, Salvador e Brasília.

O resultado está relacionado à chamada Regra de Proteção, mecanismo criado no novo desenho do Bolsa Família para garantir uma transição gradual às famílias que passam a registrar aumento na renda. A medida permite que os beneficiários continuem recebendo 50% do valor do benefício por até 12 meses, desde que a renda mensal por pessoa permaneça abaixo de R$ 706.

Segundo o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, o programa tem contribuído para a inserção dos beneficiários no mercado de trabalho e para o fortalecimento de iniciativas de empreendedorismo.

“O novo modelo estimula o emprego. Só de 2023 para cá, 5,1 milhões de famílias saíram da pobreza. Saíram do Bolsa Família porque passaram a ter um emprego ou começaram a empreender”, afirmou.

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) cruzados com informações do Cadastro Único mostram que 80% das vagas com carteira assinada criadas no primeiro trimestre de 2026 foram ocupadas por pessoas inscritas no CadÚnico.

Ainda de acordo com o governo federal, estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV Social) aponta que a renda do trabalho das pessoas mais pobres cresceu 10,7% em 2025, índice superior à média nacional, impulsionado pela geração de empregos formais e pelas regras de transição do programa.