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Defesa vazada: CRB iguala pior marca da década e acende alerta na Série B; veja
Mesmo com ataque eficiente, Galo sofre 17 gols em 11 rodadas e amarga a 4ª pior defesa do campeonato após derrota para o Cuiabá
A derrota por 2 a 0 para o Cuiabá, no último domingo (31) na Arena Pantanal, trouxe de volta o pior fantasma do CRB nesta temporada: a instabilidade do seu sistema defensivo. O revés em Mato Grosso fez o Galo chegar à preocupante marca de 17 gols sofridos em apenas 11 rodadas, jogando a equipe para o posto de quarta defesa mais vazada do Campeonato Brasileiro da Série B.
O retrospecto recente mostra uma vulnerabilidade crônica. O time alagoano foi vazado em 10 das 11 partidas disputadas até aqui. A única vez em que a defesa regatiana conseguiu terminar os 90 minutos sem sofrer gols foi na oitava rodada, durante a vitória por 3 a 0 sobre o Operário-PR, no Estádio Rei Pelé. Nos demais confrontos, o goleiro alagoano foi castigado consecutivamente.
Histórico negativo igualado
Os números atuais não apenas comprometem o planejamento para a temporada de 2026, mas colocam a atual linha de zaga entre as piores do clube nos últimos anos. No recorte das primeiras 11 rodadas da Série B desde 2020, o CRB igualou sua pior marca da década, registrada anteriormente no campeonato de 2023, quando também buscou a bola no fundo da rede 17 vezes.
Para efeito de comparação, o desempenho atual é muito inferior ao do ano passado. Em 2025, o Galo havia sofrido apenas nove gols no mesmo período da competição. Veja o histórico de gols sofridos nas 11 primeiras rodadas da Série B:
2026: 17 gols
2025: 9 gols
2024: 15 gols
2023: 17 gols
2022: 15 gols
2021: 11 gols
2020: 12 gols
Ataque segura as pontas, mas desequilíbrio custa caro
Se lá atrás as coisas não andam bem, o setor ofensivo tenta carregar o piano. O Regatas possui um dos ataques mais eficientes da Segundona com 17 gols marcados, empatado com Vila Nova e São Bernardo. Contudo, esse descompasso tático tem roubado pontos cruciais do clube na tabela.
A fragilidade ficou evidente em momentos de pane coletiva, como na dolorosa virada sofrida em casa para o Athletic por 3 a 2 — após abrir 2 a 0 de vantagem — e nos três gols sofridos diante do Criciúma na derrota por 3 a 1. Até mesmo nos triunfos sobre o Sport (2 a 1) e Ponte Preta (4 a 2), a equipe foi vazada e precisou fazer um esforço hercúleo no ataque para compensar as falhas lá de trás.
Atualmente na 12ª colocação com 14 pontos, o CRB terá a semana cheia para tentar ajustar a cozinha. O técnico regatiano precisa corrigir o posicionamento defensivo antes do próximo desafio, que acontece no domingo (7), contra o São Bernardo, no Estádio 1º de Maio, no interior paulista, válido pela 12ª rodada.


