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Especialistas esclarecem mitos e verdades sobre a água tratada
Agreste Saneamento e Casal explicam procedimentos adotados para garantir a qualidade da água distribuída a cerca de 400 mil moradores do Agreste.
A água que chega às torneiras de milhares de famílias do Agreste alagoano passa por um rigoroso processo de tratamento e controle de qualidade antes de ser distribuída. Apesar disso, ainda existem dúvidas frequentes da população sobre a segurança do consumo e os métodos utilizados no tratamento da água.
Para esclarecer essas questões, a Agreste Saneamento e a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) destacam a importância do monitoramento permanente realizado ao longo de todo o sistema de abastecimento.
Segundo o diretor operacional da Agreste Saneamento, Marcello Almeida, uma das dúvidas mais recorrentes está relacionada ao uso do cloro no tratamento da água. De acordo com ele, a substância é fundamental para assegurar a proteção microbiológica do abastecimento e é aplicada dentro dos limites estabelecidos pelos órgãos de saúde.
“A dosagem aplicada segue rigorosamente os padrões estabelecidos pelo Ministério da Saúde e é monitorada constantemente. A presença do chamado ‘cloro residual’ é, inclusive, uma garantia de que a água está protegida contra possíveis contaminações ao longo da rede de distribuição”, esclarece.
Outra situação que costuma gerar preocupação ocorre quando a água apresenta aspecto esbranquiçado ao sair da torneira. Conforme explica o vice-presidente Operacional da Casal, Renato Paes, esse fenômeno geralmente é provocado pelo excesso de microbolhas de ar na tubulação em razão da pressão da rede, sem representar qualquer risco à saúde.
“Quando a água é colocada em um recipiente transparente, essas bolhas sobem rapidamente e a água volta ao aspecto normal em poucos segundos. Isso não significa contaminação ou excesso de produtos químicos, mas apenas a presença de ar dissolvido na água”, explicou o vice-presidente.
As empresas também esclarecem que a fervura da água, embora seja capaz de eliminar microrganismos, não substitui o tratamento realizado nas estações. O processo completo envolve etapas como coagulação, decantação, filtração, desinfecção e análises laboratoriais constantes.
“Embora a fervura possa destruir microrganismos, ela não remove substâncias químicas, metais ou outras impurezas que eventualmente possam estar presentes. Além disso, ferver não substitui o tratamento completo realizado nas estações de tratamento”, relata Marcello Almeida.
As concessionárias ressaltam que o combate à desinformação é essencial para manter a confiança da população no sistema de abastecimento. Por meio de análises laboratoriais, monitoramento contínuo e divulgação de informações técnicas, as empresas buscam assegurar que a água distribuída atenda aos padrões de qualidade e segurança exigidos pelos órgãos competentes.
Para Renato Paes, a disseminação de informações incorretas pode levar consumidores a buscar fontes sem controle sanitário. “Quando uma pessoa deixa de confiar na água tratada por causa de boatos, ela pode recorrer a fontes sem controle de qualidade, o que representa um risco real. Por isso, é essencial que a população procure informações junto às companhias responsáveis e aos órgãos oficiais de saúde”, completa.
*Com informações da Assessoria

