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Trump subestima poder econômico do Irã ao atacar país, aponta jornal
De acordo com a publicação, após a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, Trump acreditou que o poder dos EUA seria suficiente para lidar com o Irã
O presidente norte-americano, Donald Trump, buscou demonstrar o poder econômico e militar dos Estados Unidos ao atacar o Irã, mas subestimou a força de Teerã, que também possui significativa influência econômica, segundo um jornal dos EUA.
De acordo com a publicação, após a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, Trump acreditou que o poder dos EUA seria suficiente para lidar com o Irã. No entanto, mesmo com a perda de seu líder e de outros altos funcionários, o Irã retaliou, causando graves danos a aliados regionais dos EUA e a bases militares americanas.
"Ao assumir o controle do Estreito de Ormuz, o Irã adquiriu uma espécie de arma nuclear econômica, o que provocou um aumento acentuado nos preços dos combustíveis e a escassez de bens básicos em diversas partes do mundo", destaca o artigo.
O texto afirma que Trump subestimou as capacidades militares e econômicas do Irã por ter uma visão limitada sobre o conceito de poder. Segundo o jornal, a administração Trump confundiu poder com capacidade de usar violência, o que resultou em reveses no confronto com o Irã.
"Eles [os americanos] exageraram, atacaram um inimigo que subestimaram, com motivos obscuros, apoio incerto dentro do país e sem um plano claro de vitória. Fascinados por sua própria capacidade de violência, acreditavam que seu poder para exercer a vontade era ilimitado", aponta o artigo.
Apesar da superioridade militar dos Estados Unidos, o Irã não se rendeu. O país resistiu graças às habilidades de sobrevivência desenvolvidas ao longo de anos de isolamento econômico. Por outro lado, Trump passou a minimizar o impacto dos ataques iranianos a destróieres americanos e ainda enfrenta perda de apoio interno.
Em meados de abril, a Marinha dos EUA iniciou o bloqueio de todo o tráfego marítimo que entra e sai dos portos iranianos nos dois lados do Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de 20% do petróleo, derivados e suprimentos de gás natural liquefeito do mundo.
Por Sputnik Brasil


