Geral

Neurologista da Sesau alerta para sinais e cuidados do Parkinson

Doença afeta movimentos e pode ser tratada no SUS

Por Redação 28/04/2026 17h05
Neurologista da Sesau alerta para sinais e cuidados do Parkinson
Neurologista da Sesau alerta para sinais e cuidados do Parkinson - Foto: Carla Cleto / Ascom Sesau

A Doença de Parkinson é uma condição neurológica crônica e progressiva que compromete os movimentos e pode impactar diretamente a qualidade de vida dos pacientes. Para esclarecer dúvidas, a neurologista Cícera Pontes, da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento multiprofissional disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo a especialista, o Parkinson ocorre devido à degeneração das células da substância negra, região do cérebro responsável pela produção de dopamina. A falta desse neurotransmissor provoca sintomas como lentidão, tremores, rigidez muscular, desequilíbrio, além de alterações na fala e na escrita.

A médica explica que os primeiros sinais geralmente aparecem na forma de lentidão ao realizar tarefas simples, como caminhar, se vestir ou escrever. “Embora o tremor seja o sintoma mais conhecido, ele não é o primeiro a surgir e pode não estar presente em até 30% dos pacientes”, destacou.

Além dos sintomas motores, o Parkinson pode apresentar manifestações não motoras, como diminuição do olfato, constipação intestinal, distúrbios do sono, ansiedade e depressão. Esses sinais podem surgir antes mesmo do diagnóstico, o que exige atenção dos familiares para não confundir com características do envelhecimento.

O diagnóstico é feito principalmente por avaliação clínica do neurologista, que analisa o histórico do paciente e observa sinais característicos. Exames complementares podem ser solicitados para descartar outras doenças neurológicas.

No SUS, os pacientes têm acesso a medicamentos que ajudam a controlar os sintomas, além de acompanhamento multiprofissional. O tratamento inclui fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional, fundamentais para manter a mobilidade, a fala e a independência do paciente.

Cícera Pontes ressalta que a doença é mais comum em pessoas acima de 60 anos, mas pode ocorrer em indivíduos mais jovens, em casos de predisposição genética. “Existe o chamado Parkinson de início precoce, que pode surgir antes dos 50 anos e, mais raramente, aos 40”, explicou.

Tags: