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Trump defende bloqueio marítimo no estreito de Ormuz para pressionar Irã
Segundo Trump, o país persa só não reabre a passagem para "manter as aparências"
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a se manifestar em suas redes sociais na noite desta quarta-feira (21), defendendo que a manutenção do bloqueio marítimo no estreito de Ormuz impõe prejuízos milionários ao Irã. Segundo Trump, o país persa só não reabre a passagem para "manter as aparências", devido à presença naval norte-americana na região.
"O Irã não quer o estreito de Ormuz fechado — querem que esteja aberto para poder ganhar 500 milhões de dólares por dia (ou seja, é isso que estão perdendo se ele estiver fechado!). Eles só dizem que querem fechá-lo, porque eu o bloqueei completamente (FECHADO!), então estão apenas tentando 'manter as aparências'. Há quatro dias, pessoas me procuraram dizendo: 'Senhor, o Irã quer reabrir o estreito imediatamente'. Mas, se fizermos isso, nunca poderá haver um acordo com o Irã, a menos que destruamos o resto do país deles, incluindo seus líderes", declarou Trump.
Mais cedo, o presidente norte-americano anunciou a extensão do cessar-fogo com o Irã até a conclusão das negociações. Segundo ele, a medida atendeu a um pedido do chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, e do primeiro-ministro, Shehbaz Sharif, para que Teerã apresente "uma proposta unificada" visando encerrar o conflito.
Também nesta quarta-feira (21), o embaixador do Irã na ONU, Amir-Saeid Iravani, afirmou que os Estados Unidos devem encerrar sua "violação do cessar-fogo" antes que uma nova rodada de negociações possa ocorrer.
"Assim que eles suspenderem o bloqueio, a próxima rodada de negociações acontecerá em Islamabad", declarou Iravani.
O diplomata acrescentou que o Irã está preparado para qualquer cenário futuro.
"Não iniciamos agressão militar. Se eles quiserem uma solução política, nos encontrarão prontos. Se quiserem guerra, o Irã também está pronto", afirmou.
O Irã cancelou sua participação nas negociações previstas para esta quarta-feira (22), em Islamabad, alegando que as conversas se tornaram "uma perda de tempo" devido a supostas violações americanas e exigências excessivas, segundo a agência Tasnim.
O colapso das negociações e o endurecimento das posições aumentam a incerteza sobre o futuro do cessar-fogo, firmado há duas semanas, e elevam o risco de uma nova escalada no conflito caso não haja avanço diplomático.
Medida para conter alta do diesel
A isenção da Lei Jones, que permite que navios de carga com bandeira estrangeira transportem combustível e outras mercadorias entre portos nacionais, está no radar de Trump, segundo o site de notícias Axios, citando autoridades americanas.
Trump suspendeu as restrições da Lei Jones por 60 dias desde 17 de março, com o objetivo de conter o aumento dos preços dos combustíveis, ampliando os embarques da Costa do Golfo dos EUA para outros mercados costeiros do país.

