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Infectologistas reforçam vigilância e prevenção em Maceió
Profissionais atuam no SUS com foco em controle de doenças, resposta a surtos e proteção da saúde coletiva
A Secretaria Municipal de Saúde de Maceió destacou, neste 11 de abril, o papel estratégico dos médicos infectologistas na rede pública, enfatizando a atuação desses profissionais na prevenção, diagnóstico e controle de doenças infecciosas. A data marca o Dia do Infectologista, instituído pela Sociedade Brasileira de Infectologia.
Em um contexto de constantes emergências sanitárias, esses especialistas têm papel central no fortalecimento das ações de Vigilância em Saúde dentro do Sistema Único de Saúde. A atuação envolve desde o monitoramento epidemiológico até a elaboração de estratégias para conter surtos e reduzir riscos à população.
Na capital alagoana, infectologistas também são responsáveis por analisar dados, identificar padrões de გავრცელcimento de doenças e propor respostas rápidas e eficazes. Além do atendimento direto aos pacientes, esses profissionais atuam nos bastidores, apoiando equipes de saúde, construindo protocolos e capacitando outros trabalhadores da rede.
Como forma de dar visibilidade à área, a Secretaria realizou entrevista com a infectologista Samylla Moura, que atua no Bloco I do PAM Salgadinho e no Programa de IST, HIV/Aids e Hepatites Virais do município.
Segundo a especialista, a escolha pela infectologia surgiu ainda na graduação, durante o internato em clínica médica, quando teve contato direto com casos de doenças infecciosas. A experiência foi aprofundada durante a residência médica em São Paulo, período que coincidiu com o início da pandemia de COVID-19, considerada por ela o momento mais marcante da carreira.
A médica destaca que o trabalho vai além da consulta clínica. “É constante e abrangente, é além da medicina”, afirma, ao relatar os desafios de lidar com populações em situação de vulnerabilidade social, onde fatores como falta de saneamento e insegurança alimentar impactam diretamente o adoecimento.
No campo da Vigilância em Saúde, a infectologista ressalta que a especialidade atua na chamada “linha de frente invisível”, transformando dados em ações concretas. Isso inclui a identificação precoce de surtos, análise da disseminação de doenças e definição de estratégias de contenção.
Outro ponto destacado é a importância da vacinação, considerada uma das principais ferramentas de saúde pública. De acordo com a especialista, além de proteger o indivíduo, a imunização contribui para reduzir internações, controlar e até erradicar doenças.
Apesar dos avanços, os desafios permanecem, especialmente no âmbito municipal do SUS, onde questões estruturais e sociais ainda impactam o trabalho. Para a infectologista, fortalecer a atuação desses profissionais passa pela valorização, oferta de melhores condições de trabalho e reconhecimento do papel estratégico que exercem.
A Secretaria reforça que investir na Vigilância em Saúde significa antecipar riscos e proteger a população antes que crises sanitárias se agravem, consolidando o trabalho dos infectologistas como essencial para a saúde coletiva.
*Com informações da Ascom SMS

