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Secult e Ufal digitalizam obras raras da Biblioteca Pública Estadual em Maceió
Projeto amplia acesso ao acervo histórico e preserva exemplares únicos
No coração de Maceió, a Biblioteca Pública Estadual Graciliano Ramos guarda cerca de seis mil obras raras que atravessam séculos e revelam capítulos importantes da história de Alagoas e do Brasil. Agora, esse acervo começa a ser digitalizado graças a uma parceria entre a Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult) e a Universidade Federal de Alagoas (Ufal).
A iniciativa busca preservar exemplares frágeis e, ao mesmo tempo, democratizar o acesso ao conhecimento. Documentos que antes só podiam ser consultados presencialmente passam a estar disponíveis em formato digital, sem comprometer sua integridade física.
Entre os títulos mais antigos está a coleção Contos de Diogo de Couto, publicada em 1778, que registra feitos portugueses no Oriente. Além do conteúdo, os livros trazem marcas do tempo, como encadernações artesanais e anotações manuscritas, que enriquecem a pesquisa histórica e cultural.
O projeto tem apoio do Laboratório de Gestão Eletrônica de Documentos (Laged), inaugurado em 2024 na Ufal, com investimento da Fapeal e da Secti. Equipado com tecnologia de ponta, o espaço permite que estudantes de Biblioteconomia e Ciência da Informação participem diretamente do processo de digitalização, unindo formação acadêmica e preservação patrimonial.
Segundo a secretária Mellina Freitas, a ação conecta gerações e fortalece a identidade cultural alagoana. Já a supervisora da biblioteca, Mira Dantas, destacou que o foco inicial será a digitalização de obras de autores locais, fundamentais para contar a história e a cultura do estado.


