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Quase 40% dos adolescentes alagoanos iniciam vida sexual antes dos 13 anos

Estudo revela disparidade de gênero e uso irregular de preservativo; 8,6% das jovens de 13 a 17 anos já passaram por gestação

Por Redação com agências 28/03/2026 18h06
Quase 40% dos adolescentes alagoanos iniciam vida sexual antes dos 13 anos
Quase 40% dos adolescentes em Alagoas iniciam vida sexual antes dos 13 anos - Foto: Agência Brasil

Quase quatro em cada dez adolescentes alagoanos que já tiveram relação sexual começaram a vida sexual antes dos 13 anos, conforme dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre os meninos, o percentual chega a 48,4%; entre as meninas, 24,2%.

A média de idade da primeira relação sexual no estado é de 13,7 anos – 13,3 para meninos e 14,3 para meninas. O levantamento indica que fatores sociais e culturais influenciam esse comportamento e que adiar a iniciação sexual reduz riscos de infecções sexualmente transmissíveis (IST) e gravidez não planejada.

Uso de preservativo

O uso de camisinha não é universal entre os jovens alagoanos. A pesquisa aponta que 53,1% dos adolescentes usaram preservativo na última relação sexual – 56,4% entre meninos e 47,8% entre meninas. Na primeira relação, 54,6% relataram ter utilizado o método. A compra em farmácias foi a forma mais comum de obtenção, seguida por distribuição em serviços de saúde e por parceiros.

Gravidez e contracepção

O estudo revela que 8,6% das adolescentes de 13 a 17 anos já passaram por uma gestação. A incidência é maior em escolas públicas (9,4%) do que em particulares (2,4%). Sobre a contracepção de emergência, 42,1% das jovens afirmaram ter usado a pílula do dia seguinte, adquirida principalmente em farmácias ou serviços de saúde.

Escola como espaço de orientação

A escola é identificada como espaço estratégico para orientação sobre sexualidade e prevenção. Dos alunos ouvidos, 68,6% relataram receber informações sobre HIV/AIDS, 64,4% sobre prevenção de gravidez e 50,6% sobre acesso a preservativos gratuitos. Para os pesquisadores, a educação sexual influencia comportamentos na adolescência e decisões na vida adulta.