Geral
Sangue no Oriente: Papa clama por fim de guerra que já dura nove dias
Leão XIV pediu silêncio das armas durante Angelus e expressou preocupação com risco de conflito atingir Líbano
O Papa Leão XIV utilizou a oração dominical do Angelus para fazer um novo apelo pelo cessar-fogo no Oriente Médio. A declaração ocorreu neste domingo (8) em meio à escalada militar que completa nove dias na região.
Diante de fiéis reunidos na Praça São Pedro, o pontífice afirmou que do Irã e de todo o Oriente Médio seguem chegando informações que causam profunda consternação. Ele mencionou episódios de violência, devastação e um clima de ódio e medo que se espalha. Segundo o papa, há ainda o temor de que o conflito se alastre para outros países.
Leão XIV citou nominalmente o Líbano como nação que pode voltar à instabilidade. O país abriga uma das maiores comunidades cristãs da região e é visto pelo Vaticano como território estratégico para a presença da Igreja no Oriente.
"Elevemos nossa humilde oração ao Senhor, para que cesse o barulho das bombas, calem-se as armas e se abra um espaço de diálogo, no qual se possa ouvir a voz dos povos. Confio esta súplica a Maria, Rainha da Paz: que ela interceda por aqueles que sofrem por causa da guerra e acompanhe os corações pelos caminhos da reconciliação e da esperança", declarou.
Hostilidades na região
As tensões armadas tiveram início em 28 de fevereiro, após operação conjunta de Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã. A ação resultou na morte do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, além de familiares e comandantes das forças de segurança do país.
O regime iraniano respondeu com ataques de mísseis e drones contra bases americanas no Golfo e território israelense. O conflito atingiu outras nações, incluindo Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Catar e Arábia Saudita, que registraram queda de projéteis.
A escalada provocou o fechamento parcial do espaço aéreo de diversos países do Golfo e a suspensão de voos comerciais. O estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, foi interditado pelos iranianos.
Neste domingo, a Assembleia de Peritos do Irã se reuniu para escolher o sucessor de Khamenei. O nome do novo líder supremo não foi divulgado.


