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Mesmo após reconhecimento internacional, Tânia Maria segue vendendo tapetes
Após ganhar projeção com participação no filme “O Agente Secreto”, a atriz segue fiel à rotina que construiu antes da fama
Aos 79 anos, a atriz potiguar Tânia Maria, que ganhou visibilidade recente no cinema nacional com o filme “O Agente Secreto”, voltou a chamar atenção nas redes sociais ao mostrar que, apesar do reconhecimento artístico, mantém a rotina intensa como artesã, produzindo tapetes para venda no interior do Rio Grande do Norte.
Em um vídeo publicado no Instagram, Tânia aparece concentrada na confecção de peças de banheiro, atividade que exerce há mais de duas décadas. Na legenda, resumiu o momento com a frase: “Produção a todo vapor”. O retorno à rotina artesanal não é exatamente uma novidade, mas reforça a escolha da atriz de não abandonar o trabalho que sempre garantiu renda e identidade.
Mesmo com a fama conquistada nos últimos anos, ela decidiu manter o preço acessível dos produtos. Cada tapete continua sendo vendido por R$ 80 reais, valor que contrasta com o prestígio alcançado no cinema, mas que reflete sua relação direta com a comunidade e os clientes.
Tânia vive com a família em uma casa simples no distrito de Santo Antônio de Cobra, em Parelhas, no interior potiguar. Divide o dia a dia com a filha, o genro, a neta e o bisneto, em uma rotina que mistura afazeres domésticos, produção artesanal e, ocasionalmente, compromissos ligados à carreira artística.
Aos 72 anos, ela foi descoberta durante testes para figurantes do filme “Bacurau”, em 2018. O que seria uma participação pontual abriu caminho para novos trabalhos, desde então, já integrou o elenco de oito produções e acumulou reconhecimento, incluindo o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante concedido pela International Cinephile Society.
Seu trabalho mais recente, “O Agente Secreto”, ampliou ainda mais essa visibilidade. O longa disputou quatro categorias no Oscar deste ano, entre elas Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Ator.
Apesar do prestígio, Tânia Maria parece não se deixar seduzir por mudanças radicais. Entre fios, agulhas e tapetes, ela segue construindo uma história que combina arte, trabalho e permanência, sem abrir mão das próprias raízes.


