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Estudante PCD cobra acessibilidade em faculdade de Medicina
Universitário relata falhas estruturais; instituição diz cumprir normas
Um estudante do curso de Medicina da Afya Centro Universitário de Maceió relatou dificuldades de acessibilidade no campus e afirmou ter solicitado providências à reitoria. A reunião ocorreu nesta semana.
Ricardo Ribeiro Dias Filho publicou vídeo nas redes sociais detalhando os pontos discutidos. Segundo ele, problemas estruturais estariam afetando sua mobilidade dentro da instituição.
Entre as questões citadas está o piso da entrada localizada ao lado do minishopping. O estudante afirmou que o local apresenta desníveis e buracos, o que dificultaria o acesso de pessoas com mobilidade reduzida.
Ricardo também mencionou falhas recorrentes no elevador do bloco A. De acordo com o relato, o equipamento apresentaria interrupções frequentes no funcionamento.
O universitário declarou ser pessoa com deficiência e afirmou que, embora não receba desconto na mensalidade, espera ter acesso adequado às dependências acadêmicas. Ele relatou que, durante a reunião, o reitor questionou se já conhecia a estrutura antes da matrícula.
Segundo o estudante, ao tratar do elevador, foi mencionado que a instituição teria custos com acompanhamento em sala e apoio de funcionários. Ricardo disse não ter compreendido a referência e afirmou não receber auxílio direto.
Ricardo ficou conhecido no meio esportivo após sofrer fratura na vértebra C5 em 2024, quando participava de competição de handebol no Mato Grosso. A lesão resultou em tetraplegia e exigiu período de internação e reabilitação.
Em nota, a Afya informou que atua conforme a legislação e mantém protocolos de acessibilidade e inclusão. A instituição afirmou que realiza acompanhamento individualizado, ajustes acadêmicos e manutenção preventiva, além de reforçar compromisso com diálogo e melhoria contínua da infraestrutura.


