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Servidores fantasmas seguem sem lista oficial no MP
Recadastramento na Câmara de Maceió avança, mas nomes citados em denúncia ainda não foram formalizados ao Ministério Público
Em meio ao processo de recadastramento funcional instaurado pela Câmara Municipal de Maceió, a aguardada relação de supostos “servidores fantasmas” ainda não foi protocolada no Ministério Público do Estado de Alagoas. A ausência do documento mantém em aberto uma das mais graves acusações recentes envolvendo a estrutura administrativa do Legislativo municipal.
A denúncia partiu do vereador Rui Palmeira, que tornou pública a suspeita de existência de funcionários lotados formalmente na Casa, mas sem atuação comprovada. A declaração elevou a temperatura política no parlamento e provocou reação imediata da presidência.
Diante da repercussão, o presidente da Câmara, Chico Filho, anunciou a abertura de um recadastramento geral dos servidores, medida apresentada como instrumento de transparência e reorganização administrativa. O procedimento inclui atualização de dados funcionais e comprovação de vínculo e exercício das atividades.
Apesar da iniciativa, o Ministério Público estadual ainda não recebeu oficialmente os nomes que fundamentariam a acusação. A formalização da denúncia é considerada etapa essencial para eventual apuração civil ou criminal.
Nos bastidores, o episódio reforça o embate político entre Rui Palmeira e o grupo aliado ao prefeito JHC, ampliando a disputa no cenário municipal. Analistas avaliam que a apresentação de provas poderá definir os próximos desdobramentos do caso.
Enquanto isso, o recadastramento segue em andamento, sob expectativa de que o processo esclareça possíveis inconsistências e ofereça respostas à sociedade sobre a composição do quadro funcional da Casa legislativa.


