Geral
TJ de Alagoas é acionado em investigação sobre recursos mantidos no BRB
Além de Alagoas, foram acionados os tribunais do Maranhão, Bahia, Paraíba e do Distrito Federal
O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) está entre cinco tribunais intimados pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, a prestar esclarecimentos sobre depósitos judiciais mantidos no Banco de Brasília (BRB). Os valores sob análise podem alcançar R$ 30 bilhões. A medida ocorre no contexto das investigações relacionadas ao caso do Banco Master, conduzidas pela Polícia Federal.
A determinação fixa prazo para que os tribunais detalhem as transferências de recursos e a gestão dos depósitos judiciais, anteriormente custodiados pelo Banco do Brasil. Além de Alagoas, foram acionados os tribunais do Maranhão, Bahia, Paraíba e do Distrito Federal. As informações foram divulgadas pelo Blog do Fausto Macedo, no Estadão.
Em nota oficial, o TJAL informou que realiza monitoramento contínuo dos contratos firmados com prestadores de serviço, incluindo os responsáveis pelo processamento da folha de pagamento e pela administração dos depósitos judiciais. Segundo o tribunal, não há, até o momento, registros de irregularidades, interrupções ou prejuízos nas operações.
A corte também comunicou que solicitou esclarecimentos formais ao BRB acerca da situação institucional da instituição e da continuidade dos serviços contratados. Em resposta, o banco reafirmou sua solidez financeira e assegurou a manutenção integral das atividades.
O TJAL destacou ainda que os depósitos judiciais permanecem sob gestão regular e que os pagamentos de magistrados e servidores seguem as normas do Sistema Financeiro Nacional, submetidos a controles internos e à fiscalização de órgãos externos.
Paralelamente, o tribunal encaminhou ofício ao Banco Central do Brasil solicitando informações sobre a situação do BRB e possíveis reflexos decorrentes da liquidação do Banco Master. O documento aguarda resposta dentro do prazo legal.
O BRB, por sua vez, sustenta que os recursos administrados como depósitos judiciais não integram seu patrimônio e que não há risco financeiro nas operações. O caso segue sob acompanhamento de órgãos de controle e poderá ter novos desdobramentos após o envio das informações solicitadas ao Conselho Nacional de Justiça.
Confira as notas enviadas pelo TJAL e BRB ao blog do Estadão
Tribunal de Justiça de Alagoas
O Tribunal de Justiça de Alagoas monitora continuamente a execução dos contratos mantidos com seus prestadores de serviços, incluindo aqueles relativos ao processamento da folha de pagamento e à gestão dos depósitos judiciais. Em razão das notícias recentemente veiculadas pela imprensa sobre o Banco de Brasília (BRB), o Tribunal solicitou formalmente esclarecimentos ao banco sobre sua situação institucional e sobre a continuidade dos serviços prestados ao TJAL.
O BRB respondeu por meio de expediente oficial, reafirmando sua solidez financeira e seu compromisso com a manutenção integral de todos os serviços contratados. De acordo com as informações prestadas pelo banco, a instituição encerrou o primeiro semestre de 2025 com patrimônio robusto e índices regulatórios acima dos requerimentos do Banco Central, o que demonstra capacidade de honrar suas obrigações. O banco também informou que opera com órgãos colegiados e estruturas permanentes de governança, assegurando plena continuidade das atividades, e que todos os processos técnicos, financeiros e operacionais seguem em curso normal.
Quanto aos serviços prestados ao TJAL, o BRB reafirmou que o processamento da folha de magistrados e servidores, referente ao Contrato nº 29/2022, e a gestão dos depósitos judiciais, objeto do Contrato nº 50/2024, continuarão sendo executados de forma ininterrupta, segura e com total conformidade contratual. Até o presente momento, não há qualquer registro de irregularidade, interrupção ou prejuízo relacionado aos serviços prestados pelo banco ao Tribunal. Os depósitos judiciais permanecem sob administração regular, e os pagamentos da folha de pessoal seguem rigorosamente as normas do Sistema Financeiro Nacional, estando sujeitos aos controles internos do TJAL e à fiscalização dos órgãos de controle externos.
O Contrato nº 29/2022, referente à folha de pagamento, foi celebrado na gestão do Desembargador Klever Rêgo Loureiro, enquanto o Contrato nº 50/2024, relativo à gestão dos depósitos judiciais, foi firmado durante a gestão do Desembargador Fernando Tourinho de Omena Souza. Ambas as contratações ocorreram por meio de processos licitatórios regularmente realizados, conduzidos em conformidade com a legislação vigente e com os princípios que regem a administração pública.
Além disso, o Tribunal encaminhou ofício ao Banco Central do Brasil (nº 108/2026/GP), solicitando informações e esclarecimentos formais acerca da situação do BRB e de eventuais reflexos decorrentes da liquidação do Banco Master. O referido ofício ainda se encontra dentro do prazo para resposta por parte da autoridade monetária.
O Tribunal permanece vigilante e continuará acompanhando os desdobramentos da situação. Caso alguma anormalidade venha a ser identificada pelas autoridades competentes ou no curso das atividades contratuais, o TJAL adotará prontamente todas as medidas administrativas e jurídicas necessárias para preservar a segurança dos recursos públicos.
Banco de Brasília (BRB)
O BRB informa que está equivocada a associação entre a gestão de depósitos judiciais e o uso do Pix Judicial à existência de riscos financeiros ou a um suposto “rombo” estimado em R$ 30 bilhões nos cofres públicos.
Os valores administrados pelo BRB na condição de depósitos judiciais não integram o patrimônio do banco. Esses recursos permanecem sob custódia judicial e não podem, em hipótese alguma, ser confundidos com ativos próprios da instituição financeira, conforme previsto na legislação vigente, nos contratos firmados com os Tribunais de Justiça e nas normas do Banco Central do Brasil.
O Pix Judicial, por sua vez, não representa produto financeiro nem cria passivo ou exposição ao banco. Trata-se apenas de um meio tecnológico de pagamento que permite que, após a decisão judicial autorizando a liberação do valor, a transferência ao beneficiário seja realizada de forma imediata, sem alteração da natureza jurídica dos recursos, sem geração de passivo, sem risco financeiro, ou qualquer tipo de exposição patrimonial para o BRB.
Dessa forma, a associação desses valores a um suposto rombo ou risco fiscal é tecnicamente equivocada e pode induzir o leitor a conclusões incorretas sobre a segurança dos depósitos judiciais e a situação financeira da instituição.
O BRB reforça que permanece sólido, líquido e operacional, cumprindo rigorosamente todas as suas obrigações contratuais e regulatórias. As apurações em curso sobre operações específicas vêm sendo conduzidas com total transparência, sem qualquer impacto na execução dos contratos de depósitos judiciais ou no funcionamento do PIX Judicial.
Em tempo real
Chuvas intensas podem atingir o Litoral e a Zona da Mata neste fim de semana
Adeal abre a primeira etapa da campanha de Atualização Cadastral de Rebanhos de 2026
Rios do norte de Alagoas entram em nível de atenção
Trump informa ao Congresso fim das hostilidades com Irã, mas mantém alerta

