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"A IA mudou o jogo, mas poucos líderes sabem jogar", diz especialista

Suzana Oliveira acredita que a Inteligência Artificial está redefinindo o papel do líder dentro das empresas

Por Redação com assessoria 05/02/2026 13h01 - Atualizado em 05/02/2026 19h07
'A IA mudou o jogo, mas poucos líderes sabem jogar', diz especialista
Especialista acredita que a inteligência artificial está redefinindo o papel do líder dentro das empresas - Foto: Rodrigo Bacellar

A inteligência artificial deixou de ser tendência e passou a fazer parte da rotina das empresas. Ainda assim, o número de organizações que conseguem transformar tecnologia em ganho real de produtividade, eficiência e vantagem competitiva segue limitado. O motivo, segundo especialistas, está menos na ferramenta e mais em quem lidera o processo.

Embora os investimentos em IA tenham crescido nos últimos anos, muitas empresas enfrentam dificuldades para integrar a tecnologia às decisões estratégicas, à cultura organizacional e à gestão de pessoas. O resultado é um cenário comum: automação sem impacto, dados sem direcionamento e equipes inseguras diante das mudanças.

Para Suzana Oliveira, especialista em liderança, desenvolvimento de negócios e transformação organizacional, da Neo Human Leadership, a inteligência artificial está redefinindo o papel do líder dentro das empresas.

“A inteligência artificial mudou o jogo, mas poucos líderes sabem jogar. A tecnologia amplia a capacidade de análise e execução, mas não substitui decisões estratégicas, senso crítico e responsabilidade sobre pessoas e resultados”, afirma Suzana.

Segundo a especialista, a principal transformação não está no avanço da tecnologia, mas na exigência de um novo perfil de liderança: mais preparado para lidar com dados, mudanças rápidas e impactos humanos das decisões automatizadas.

“Empresas que usam IA sem revisar seus modelos de liderança acabam automatizando problemas antigos. Quando a cultura, os processos e a tomada de decisão não evoluem, a tecnologia apenas acelera o caos”, completa.

O debate ganha força especialmente no início do ano, quando empresas revisam estratégias, metas e estruturas de gestão. Nesse contexto, a inteligência artificial deixa de ser um tema exclusivo da tecnologia e passa a ocupar espaço central nas discussões sobre economia, negócios, carreira e futuro do trabalho.

Sobre Suzana Oliveira


Suzana Oliveira é fundadora da Neo Human Leadership e especialista em liderança, desenvolvimento de negócios e transformação organizacional, com 24 anos de atuação na América Latina. Sua trajetória inclui projetos em setores de alta complexidade e inovação, do Cloud IaaS à Inteligência Artificial, com experiência na liderança de equipes comerciais e estratégicas em empresas de tecnologia.

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