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Após Venezuela, Trump amplia ofensiva e mira México, Colômbia e Cuba

Discurso inclui ameaças a governos latino-americanos, interesse renovado na Groenlândia e recados diretos ao Irã

Por Redação com agências 07/01/2026 11h11
Após Venezuela, Trump amplia ofensiva e mira México, Colômbia e Cuba
Trump e Maduro - Foto: AP Photo/Evan Vucci; Reuters/Leonardo Fernandez

Poucos dias após a operação militar que resultou na captura de Nicolás Maduro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom e passou a mirar outros países da América Latina. Em discurso recente, México, Colômbia e Cuba foram citados de forma direta, dentro de uma retórica marcada por ameaças, acusações e recados estratégicos.

No caso do México, Trump afirmou que o país não tem feito o suficiente para combater os cartéis de drogas. Ele revelou ter oferecido apoio militar à presidente Claudia Sheinbaum, proposta que foi recusada. Sheinbaum, por sua vez, já havia se manifestado publicamente contra a intervenção norte-americana na Venezuela.

A Colômbia foi alvo das declarações mais duras. Trump acusou o presidente Gustavo Petro de envolvimento com o narcotráfico e afirmou que ele “não continuaria fazendo isso por muito tempo”, em uma fala interpretada como ameaça velada de ação semelhante à adotada em Caracas.

Sobre Cuba, o presidente norte-americano adotou um discurso distinto. Disse acreditar que o regime cubano pode entrar em colapso por conta própria, diante do agravamento da crise econômica após o fim do petróleo subsidiado venezuelano. Apesar disso, integrantes do governo dos EUA seguem tratando a ilha como um ponto sensível na política externa.

Fora da América Latina, Trump voltou a mencionar a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, ressaltando seu interesse estratégico na região por conta da presença de minerais raros e da posição geopolítica no Ártico. O governo dinamarquês e autoridades locais já rejeitaram qualquer negociação, mas o tema voltou ao centro do discurso presidencial.

O Irã também foi citado. Trump reafirmou que os Estados Unidos não hesitariam em atacar o país caso haja repressão violenta a protestos internos ou retomada de programas nucleares, lembrando ações militares anteriores contra instalações iranianas.