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Prefeitura de Maceió realizou quase 60% dos enterros em cemitérios públicos em covas rasas
Dado só foi obtido após agência de jornalismo buscar amparo legal para que o Município disponibilizasse informações
Foi somente após uma ação ser protocolada e denunciada no Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), que a Prefeitura de Maceió cumpriu, mais de um ano depois, sua obrigação legal de fornecer dados públicos solicitados pela Agência Tatu de Jornalismo de Dados, através Da Lei de Acesso à Informação (LAI), sobre os sepultamentos nos cemitérios públicos da capital.
Segundo a agência, desde março de 2023 foram realizadas tentativas de obtenção de dados para dar cotninuidade à investigação iniciada no ano anterior. Diante de várias tentativas frustradas e a ausência de respostas adequadas, foi preciso recorrer à Ouvidoria do MPAL.
Somente após uma audiência presencial, convocada pela 14ª Promotoria de Justiça da Capital e realizada em 19 de julho, a Autarquia Municipal de Desenvolvimento Sustentável e Limpeza Urbana (Alurb) se comprometeu formalmente a entregar os dados no formato correto.
Os números revelam uma situação alarmante: dos 3.075 sepultamentos realizados em 2023 nos sete cemitérios públicos de Maceió, 59,2% ocorreram em covas rasas. No cemitério São José, localizado no bairro Trapiche da Barra, a situação é ainda mais crítica, com 70% dos enterros realizados em covas rasas.
A superlotação dos cemitérios é evidente, não apenas pelos sepultamentos precários, mas também pelo acúmulo de 75 corpos no Instituto Médico Legal (IML) de Maceió, à espera de um local para serem enterrados. Além disso, o IML Estácio de Lima acumula 159 ossadas de achados cadavéricos desde 2018, que não foram transferidas para os ossuários por falta de espaço.
*Com Agência Tatu
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