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Arma registrada no nome de Bolsonaro é apreendida com sargento do Exército

Militar disse que havia pegado o armamento para um conserto e ia devolver no dia seguinte; ex-presidente cumpre prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica

Por Redação com agências 16/06/2026 09h09 - Atualizado em 16/06/2026 09h09
Arma registrada no nome de Bolsonaro é apreendida com sargento do Exército
Ex-presidente Jair Bolsonaro - Foto: Ton Molina/STF

Uma arma registrada no nome do ex-presidente Jair Bolsonaro foi apreendida pela Polícia Militar do Distrito Federal na noite de segunda-feira, 15, durante uma blitz de rotina no Pistão Norte, em Taguatinga.

Quem estava com a arma era um sargento do Exército chamado Estácio, que trabalha no Gabinete de Segurança Institucional. Ao ser abordado, ele apresentou a documentação de porte funcional, se identificou e explicou a situação: tinha retirado a arma naquele mesmo dia para fazer um reparo no percussor, que estava com defeito, e ia devolvê-la a Bolsonaro na terça-feira, depois do conserto.

O problema é que o sargento estava transportando uma arma registrada em nome de outra pessoa. Mesmo com autorização para portar armas, isso foi suficiente para motivar a apreensão. Ele foi levado à 21ª Delegacia de Polícia, no Pistão Sul, para prestar esclarecimentos. A Polícia Civil vai apurar se o transporte estava dentro da legalidade.

Vale lembrar o contexto em que Bolsonaro está. O ex-presidente foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por crimes que incluem tentativa de golpe de Estado e organização criminosa armada. Ele começou a cumprir pena em regime fechado em novembro de 2025, mas desde março está em prisão domiciliar humanitária, depois de ser internado com broncopneumonia aspirativa. 

A medida foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes e impõe restrições sérias, incluindo a proibição de usar celular, computador ou qualquer meio de comunicação externa. Descumprir qualquer regra pode significar volta imediata ao regime fechado.