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"Se alguém quer questionar a decisão do STF, não discuta comigo", diz Moura, coordenador do GGI da Covid

Reunião aconteceu na tarde desta quarta-feira (25)

Por Redação com Cada Minuto 25/08/2021 18h06 - Atualizado em 25/08/2021 19h07
'Se alguém quer questionar a decisão do STF, não discuta comigo', diz Moura, coordenador do GGI da Covid
Reunião com representantes do setor produtivo de Maceió. - Foto: Reprodução

Em reunião realizada na tarde desta quarta (25), com representantes do setor produtivo de Maceió, foi reforçada a necessidade do incentivo da vacinação aos funcionários, pelo coordenador do Gabinete de Combate à Covid-19, que reafirma que Maceió não aguentaria uma terceira onda da pandemia e, por isso, a vacinação, que já foi aderida por mais de 80% dos maceioenses, deve ser reforçada a todo custo.

"Se escolhermos bandeira A, B ou C, escolheremos errado. Temos que escolher salvar vidas", falou.

Moura ressaltou que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a imunização compulsória é constitucional. "Determinação da Justiça não se discute, se cumpre". "Quem disse que a vacina compulsória é constitucional não fui eu. Se alguém quer questionar a decisão do STF, ingresse no STF e discuta, não venha discutir comigo", retrucou Moura.

"Somos pessoas civilizadas, vivemos em uma sociedade civilizada. No fim das contas, o que a Prefeitura quer é salvar as vidas das pessoas", disse.

Em relação ao ofício que circulou neste fim de semana, Moura esclareceu que ele já não é mais válido, porém a imunização continuará sendo incentivada pela Prefeitura e fez um apelo aos empresários, para que cobrem de seus funcionários.

"Jamais a truculência ou a falta de diálogo vão ser usados como armas da Prefeitura de Maceió", disse.

Ricardo André, presidente da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH), disse que, apesar da intenção ser boa, a medida da vacinação compulsória causou choque no setor.

"Nossa ideia é, ao invés de punir, dar uma gratificação para quem está completamente vacinado, não para a empresa, mas para o funcionário", citou, dando exemplos de sorteio de cestas básicas ou jantares.

"Seria interessante um incentivo, um adesivo de certificado 100% vacinados", falou também.

Moura reforçou que a punição "soou muito pesada", mas que a Prefeitura já pensa em estabelecer medidas para mostrar à população que os estabelecimentos têm todo o quadro de funcionários vacinado.

"Está suspensa até esse momento a interdição de estabelecimentos que não tenham 100% dos funcionários vacinados", frisou.

O coordenador disse que conversou com o secretário de Estado da Saúde, Alexandre Ayres, apelando para antecipar a segunda dose da vacina. "Estamos em meio a um problema se avizinhando, já pedimos a segunda dose de 45 dias pra cá. Estamos dispostos a fazer mutirão, 60 horas direto, para garantir a segunda dose de quem precisa".