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"A cada depoimento fica mais nítido que o MS estava acéfalo e só se interessava por propina" diz Renan Calheiros

Comentário foi feito através de uma publicação no Twitter

Por Redação com Jornal de Alagoas 03/08/2021 18h06 - Atualizado em 03/08/2021 19h07
'A cada depoimento fica mais nítido que o MS estava acéfalo e só se interessava por propina' diz Renan Calheiros
Senador Renan Calheiros - Foto: Reprodução

A tarde desta terça-feira (03) foi bem movimentada. Após as declarações do Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários) o reverendo Amilton Gomes de Paula Senador na CPI do Covid,o senador Renan Calheiros não deixou o caso passar despercebido, e nas redes sociais fez comentário.

Segundo o senador "O governo ignorou emails da Pfizer. Já o reverendo Amilton pediu audiência às 12h30 e as 16hs foi recebido no Ministério da Saúde para intermediar a compra de vacina que não representava", e continua "A cada depoimento fica mais nítido que o MS estava acéfalo e só se interessava por propina".

Veja na integra:


Para quem não sabe, O vice-presidente da CPI da Covid, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse em uma entrevista a rádio CBN e depois reiterou no Twitter que 53 e-mails da Pfizer sobre a negociação de vacinas contra a Covid-19 ficaram sem resposta do governo brasileiro no ano passado, comprovando a omissão na aquisição do produto.

A última mensagem não respondida, de 2 de dezembro, escreveu Randolfe, "é um e-mail desesperador da Pfizer pedindo algum tipo de informação porque eles queriam fornecer vacinas ao Brasil". Continuou "um dos maiores absurdos que já vimos".

— Até o dia 9 de novembro 47 e-mails. Depois do dia 9 de novembro, houve um contato do governo brasileiro com a farmacêutica. E depois dessa data, outros seis e-mails ficaram sem receber mensagem. Alguém que não responde mais de 50 e-mails de comunicação, de apelo, rogando diálogo, obviamente é porque não quer estabelecer esse diálogo. A omissão ano passado na aquisição de vacinas, não há dúvidas — disse Randolfe.

Veja a publicação:


E hoje durante a CPI da Covid, Amilton se disse culpado por "ter estado nessa operação das vacinas" ofertadas ao Ministério da Saúde, investigada pela comissão do Senado. Ele também afirmou que queria "vacinas para o Brasil" após a morte de um conhecido em decorrência da covid-19.

O reverendo é apontado pelo policial militar Luiz Paulo Dominghetti como intermediador de uma oferta suspeita e possivelmente superfaturada de 400 milhões de doses de vacinas de Oxford/AstraZeneca ao Ministério da Saúde.