Política

Renan critica aplicação de R$ 100 milhões e mira gestão de JHC

Senador questiona uso de recursos da previdência em banco e modelo de pagamento da educação em Maceió

Por Redação 05/05/2026 09h09
Renan critica aplicação de R$ 100 milhões e mira gestão de JHC
Senador questiona uso de banco e modelo de pagamento de servidores - Foto: Reprodução/Instagram

O senador e pré-candidato ao governo de Alagoas, Renan Filho (MDB), fez críticas à gestão do ex-prefeito de Maceió, JHC (PSDB), ao questionar a aplicação de recursos da previdência municipal e o modelo adotado para o pagamento de servidores da educação.

Durante agenda em Arapiraca, nesta segunda-feira (4), Renan afirmou que cerca de R$ 100 milhões da previdência teriam sido direcionados ao Banco Master, levantando dúvidas sobre a transparência e o destino dos valores.

“Cem milhões da previdência aplicados no Banco Master e ninguém sabe onde está”, declarou.

O senador associou a crítica à condução financeira da Prefeitura de Maceió durante a gestão de JHC, que também transferiu a folha salarial da educação para o Banco de Brasília (BRB). Segundo ele, a medida tem gerado insegurança entre servidores municipais.

De acordo com Renan Filho, professores da rede municipal demonstram desconfiança com o modelo adotado. Ele relatou que há casos de profissionais que, ao receberem os salários pelo BRB, transferem os valores para outras instituições financeiras.

Na avaliação do parlamentar, as decisões envolvendo tanto os recursos previdenciários quanto a folha salarial indicam fragilidade na gestão financeira e falta de transparência.

“O modelo gera insegurança para quem depende do salário e para quem contribuiu a vida inteira com a previdência”, afirmou, ao incluir na crítica servidores ativos e aposentados.

O senador também comparou a situação com o modelo adotado pelo governo estadual, destacando que, segundo ele, os pagamentos são realizados por meio de instituição financeira com maior estabilidade.

Além das questões financeiras, Renan citou problemas na área da educação em Maceió, como falta de vagas em creches, ausência de concursos públicos e a greve de professores, relacionando o cenário à gestão municipal.

Para ele, é necessário ampliar a transparência sobre a aplicação de recursos públicos e as decisões administrativas adotadas nos últimos anos.

“A gente não pode deixar que a mentira vire a única história na rua”, declarou, ao defender maior diálogo com profissionais da educação no contexto pré-eleitoral.