Geral
Sindicato é contrário ao retorno das aulas presenciais na rede pública
Presidente Maria Consuelo afirma que regresso não deve acontecer antes da vacinação da classe
As aulas presenciais das escolas particulares de Alagoas já começaram, no entanto, no ensino público, as aulas só começarão a retornar no mês de março. Uma preocupação que atinge aos trabalhadores é a data de vacinação dos profissionais da educação que trabalham em escolas, que estarão se colocando na linha de frente sem nenhuma defesa, como levantado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal).
Segundo anúncio feito durante reunião técnica do secretário municipal de Educação, Elder Maia, da Semed, as aulas nas escolas da rede municipal de ensino serão retomadas a partir do dia 8 de março. De acordo com Elder Maia, o calendário especial do ensino das escolas da Semed foi formalizado em comum acordo com os conselheiros tutelares e o Ministério Público Estadual. “Além disso, estão sendo tomadas as medidas relacionadas à sanitização das salas de aula.”
Na rede estadual, segundo informações da Seduc, o retorno segue o mesmo prazo. Para a presidente do Sinteal, Maria Consuelo, o retorno das aulas presenciais não deve acontecer antes da vacinação dos profissionais da educação do estado. “Com certeza absoluta esse retorno não deve acontecer agora. Nós já conversamos com o secretário Elder Maia que o retorno só com testagem e vacina para trabalhadores e profissionais de educação. Isso é fundamental”, disse a presidente.
“Como eu tenho reiterado sempre que falo sobre o assunto, não estamos voltando de férias, estamos ‘saindo’, com aspas, porque ainda não acabou, de uma pandemia, onde as pessoas vêm de vários espaços diferentes, com condições diferentes, ninguém sabe a condição física de cada um e basicamente estamos voltando para colocar todos eles em um mesmo ambiente. Tudo isso nos traz grandes preocupações”, destacou Consuelo.
A presidente explicou ainda que, não tem como existir escola sem aglomeração, por ser um lugar onde diversos alunos e profissionais se unem, então, como tal, um retorno não pode existir sem que haja uma vacinação e uma ampla testagem. “No ensino básico lidamos com crianças e crianças não entendem como manter o distanciamento”.
Consuelo registrou também sua indignação por serem ouvidos todos acerca do retorno, menos os profissionais da educação, que estarão trabalhando diariamente e se colocando em risco. “Como defender um retorno às aulas desse jeito? O governador sinalizou que entraríamos no grupo de prioridade para vacinação, pela importância da educação, mas não falou em datas. É prioridade para quando? Já tem data para retorno mas não tem nada para vacinar trabalhadores e estudantes, isso é muito perigoso e nos causa medo. Temos profissionais com comorbidades, acima dos 60 anos, enfim, muita coisa para ser considerada”, disse a presidente do Sinteal, que completou: “na teoria falar de retorno é fácil, mas na prática, com os alunos em sala, com os professores dando aula, é diferente.”
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