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AL negocia compra da vacina da Covid-19 com a Rússia

Negociação com os russos está sendo feita pelo Consórcio Nordeste, que representa os nove Estados da região

Por Redação com Jornal de Alagoas com G1 e Agência Brasil 14/08/2020 22h10
AL negocia compra da vacina da Covid-19 com a Rússia
Vacina russa foi a primeira a ser registrada no mundo - Foto: Foto: EBC

A população de Alagoas pode ter acesso à primeira vacina contra Covid-19 anunciada em todo o mundo. A ‘Sputnik V’, de origem russa. As negociações já foram iniciadas pelo Consórcio Nordeste, que realiza compras coletivas para os nove Estados da região. A informação foi antecipada pelo governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) em coletiva realizada nesta sexta-feira (14).

Na Rússia, a vacina começará a ser administrada a profissionais de saúde já a partir de setembro, mas só deverá ficar disponível para o público em geral a partir de janeiro do próximo ano. No Brasil, a Sputnik V poderá ser produzida pelo Paraná, que já assinou termo com o governo e empresas russas.

Segundo Dino, os estados do Nordeste, por meio do Consórcio Nordeste, estão em contato com o governo da Rússia para um possível acordo de uso da vacina contra a Covid-19, anunciada esta semana pelo governo russo. O protocolo de adesão ainda está em fase preliminar.

O governador da Bahia, Rui Costa, está realizando as negociações, em nome dos nove estados, junto com empresas e as autoridades russas para garantir acesso à vacina.

“O governador do estado da Bahia, onde se situa o Consórcio Nordeste, está em nome dos nove estados do Nordeste tratando com empresas e com o Governo Russo um protocolo que nos garanta o acesso a este momento de experimento. E se Deus nos proteger por este caminho ou por qualquer outro, nos termos uma diálogo visando um futuro no abastecimento do nosso estado no que se refere a uma possível vacina que seja produzida naquele país ou qualquer outro. Neste caso, foi a Rússia que anunciou ter descoberto a vacina”, disse Flávio Dino.

Além dos estados do Nordeste, outros estados brasileiros também tem interesse na vacina russa. O Paraná já assinou um documento para o desenvolvimento da vacina russa contra o coronavírus no país. A assinatura do termo foi realizada por videoconferência com representantes do governo do Pará, Ministério da Saúde e embaixada da Rússia.

Vários países estão na corrida em busca de uma vacina contra o novo coronavírus. No Brasil, estão sendo testadas duas delas, uma de origem chinesa e outra inglesa. A Rússia, no entanto, foi o primeiro país a aprovar uma vacina contra a Covid-19, menos de dois meses depois do início dos testes clínicos. O anúncio foi feito pelo presidente russo, Vladmir Putin, na terça-feira (11).

Testes

De acordo com reportagem do G1, a eficácia da vacina russa tem sido questionada pela comunidade científica internacional. O site oficial sobre a pesquisa afirma que, no dia 1° de agosto, os testes de fase 1 e 2 foram concluídos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que sejam realizadas três etapas de testes.

Segundo a reportagem, a vacina ainda não concluiu os testes em estágio avançado e por isso, tem sido alvo de desconfiança por parte de cientistas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que a Rússia "não precisa de sua aprovação" para registrar a vacina, e que precisará ter acesso aos dados da pesquisa para avaliar a eficácia e segurança de imunização.

Desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, em Moscou, os testes clínicos iniciais da vacina russa começaram em humanos há menos de dois meses, em 17 de junho. Apenas 38 pessoas foram testadas e as pesquisas dos estudos não foram publicados pelas autoridades russas.

O anúncio da nova vacina

O presidente Vladimir Putin anunciou na terça-feira (11) que a Rússia registrou a primeira vacina do mundo contra o novo coronavírus. Ele garantiu que sua filha já tomou a vacina e que ela estará disponível a partir de janeiro. A decisão é questionada, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu o cumprimento dos protocolos e dos regulamentos.

O Ministério da Saúde russo deu a aprovação regulatória para o produto, desenvolvido pelo Instituto Gamaleya de Moscou, após menos de dois meses de iniciados os testes em humanos.

“Esta manhã foi registrada, pela primeira vez no mundo, uma vacina contra o novo coronavírus”, disse Putin durante reunião com membros do governo.

De acordo com o presidente, o produto é "eficaz" e superou todas as provas necessárias, além de permitir uma "imunidade estável" face à covid-19. Putin garantiu também que uma das suas duas filhas já recebeu uma dose e passa bem.

"Uma das minhas filhas tomou a vacina", afirmou. "Dessa forma, ela participou da experiência. Depois da primeira vacinação, ela teve 38 graus de febre, no dia seguinte 37, e foi apenas isso".

A Rússia espera agora poder iniciar a aplicação em massa, mesmo que estejam ocorrendo ainda testes clínicos para comprovar a segurança da vacina. As autoridades russas já tinham anunciado que os profissionais de saúde, professores e outros grupos de risco serão os primeiros a serem imunizados.

A vice primeira-ministra da Rússia, Tatyana Golikova, disse que a vacina vai começar a ser administrada a profissionais de saúde, a partir de setembro, e que estará disponível ao público em geral a partir de 1º de janeiro de 2021.

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