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Asplana repudia proposta que pede o fim da taxação do etanol americano
17/01/2018 13h01
A proposta que está sendo analisada pelo Governo Federal de liberar a taxação sobre o etanol importado dos Estados Unidos para o Brasil, foi recebida com repúdio pela Associação dos Fornecedores de Cana do Estado de Alagoas – Asplana.
De acordo com o presidente da entidade de classe, Edgar Filho, a medida inviabilizaria a produção do biocombustível na região Nordeste. “O ministro Blario Maggi deu uma declaração que pode tirar a taxação do etanol, tendo como contrapartida um acordo para a liberação da carne brasileira para os Estados Unidos. Caso este cenário se confirme, ele causará um impacto negativo, principalmente paras as unidades produtoras de etanol nordestinas, afetando diretamente os fornecedores de cana”, afirmou.
Maggi declarou que a taxação foi criada em um momento em que a indústria do setor sucroenergético nacional passava por uma situação de crise, afirmando que diante da nova política de preços adotada pela Petrobras, que aumentou nos últimos meses o preço da gasolina, a retirada da taxação não deverá causar grandes impactos no setor.
“Vamos pedir a Câmara de Comércio Exterior (Camex) para retirar a taxação. Então, se retirar, vou pedir a uma contrapartida, uma agilização na questão da carne para o Brasil”, declarou Blário Maggi.
Para a Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana) a proposta é vista como uma manobra para colocar o fim a suspensão da importação da carne brasileira para os Estados Unidos após a operação Carne Fraca.
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