Geral
Presidente da Fiesp rejeita possibilidade de aumento de Imposto de Renda
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, disse ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que é contra qualquer aumento de imposto como alternativa para que o governo cumpra a meta fiscal de déficit primário, estipulado em R$ 139 bilhões para 2017 e R$ 129 bilhões para 2018.
Meirelles e Skaf se encontraram na manhã desta terça-feira, no escritório regional da presidência, em São Paulo. O presidente da Fiesp rejeitou a possibilidade de criação de uma nova alíquota de Imposto de Renda para as pessoas físicas (que poderia chegar a 35%), a cobrança de IR (irpf) sobre lucros e dividendos e até a revisão de desonerações.
“Olha, qualquer aumento de imposto é aumento de imposto e ele (Meirelles) me garantiu que não haverá aumento de impostos. Imposto de Renda é imposto também, né?”, questionou, completando que “especificamente” não discutiu essa alternativa.
Paulo Skaf também rebateu as discussões em torno de uma possível volta do imposto sindical, extinto na reforma trabalhista.
“Um pouco preocupado sobre algumas notícias que estavam na imprensa sobre possíveis aumentos de impostos pro ano que vem, sobre retorno de imposto sindical, (vim até aqui porque) queria reiterar ao ministro a nossa posição radical contra qualquer aumento de impostos, inclusive do imposto sindical.”
Skaf afirmou que sentiu de Meirelles que “ele está completamente de acordo” com relação a isso.
Segundo o presidente da Fiesp, o ministro da Fazenda assegurou ainda que a discussão sobre a troca da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) pela Taxa de Longo Prazo (TLP), em financiamentos concedidos pelo BNDES, "está acontecendo mais no âmbito do Banco Central". Paulo Skaf reiterou sua posição contrária ao debate, que, novamente, chamou de “inoportuno”.
“Também conversamos um pouco sobre a TJLP e TLP e algumas coisas, assim, diversas, sobre a importância da retomada do crescimento do país, de não se aumentar impostos, de destravar crédito, os juros caírem com a maior velocidade possível e a importância de não por uma discussão inoportuna como a da TJLP e TLP nesse momento, que não tem pressa pra discutir isso.”
O presidente da FIESP defendeu o corte de gastos como ferramenta mais eficiente para o cumprimento da meta fiscal e a retomada do crescimento da economia.
“Você tem que cortar gastos, cortar desperdício, aumentar a eficiência. O que precisam os técnicos do ministério da Fazenda, bem como os técnicos do ministério do Planejamento, é buscar mais eficiência, cortar desperdícios, cortar gastos e não pensar em aumento de impostos.”
Paulo Skaf concluiu dizendo que “é nesse governo que se corta gasto”, ao responder sobre as condições de um governo com baixíssimos índices de aprovação, como o de Michel Temer, de adotar medidas impopulares.


