Esportes

STJD absolve Pulgar e presidente do Fluminense após Fla-Flu

Volante do Flamengo foi julgado por entrada em Castillo, enquanto Mattheus Montenegro respondeu por críticas à arbitragem após o clássico

Por Redação 15/10/2026 16h04 - Atualizado em 15/10/2026 16h04
STJD absolve Pulgar e presidente do Fluminense após Fla-Flu
Pulgar e Montenegro - Foto: Reprodução/Internet

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) absolveu o volante Erick Pulgar, do Flamengo, e o presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, em julgamento realizado na manhã desta quinta-feira pela 4ª Comissão Disciplinar. As denúncias estão relacionadas aos episódios ocorridos no clássico entre as equipes, disputado no último domingo.

Pulgar foi denunciado com base no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata da prática de jogada violenta. O lance em questão aconteceu quando o volante chileno atingiu o joelho do atacante Castillo em uma entrada considerada dura. O árbitro Rafael Rodrigo Klein aplicou cartão amarelo ao jogador, mas integrantes do Fluminense contestaram a decisão e defenderam a aplicação do cartão vermelho.

Durante o julgamento, os integrantes da comissão decidiram pela absolvição de Pulgar por unanimidade. Com isso, o jogador não recebeu punição pela jogada que motivou a denúncia.


 Presidente do Fluminense foi julgado por críticas à arbitragem


Mattheus Montenegro respondeu ao processo com base no artigo 258 do CBJD, que prevê punição para condutas contrárias à disciplina ou à ética desportiva. A denúncia teve como fundamento as declarações do dirigente após a partida, quando criticou a atuação da arbitragem e classificou o trabalho realizado como “um lixo” e “uma merda”.

Na entrevista coletiva, Montenegro demonstrou insatisfação com decisões tomadas durante o clássico. Além de questionar a não expulsão de Pulgar, ele reclamou da não marcação de dois possíveis pênaltis a favor do Fluminense, envolvendo Savarino e Castillo.

O presidente tricolor também questionou a atuação do árbitro de vídeo (VAR), afirmando que o lance envolvendo Pulgar deveria ter resultado em expulsão. Para o dirigente, as decisões da arbitragem tiveram impacto direto no andamento da partida.

Caso fosse condenado, Montenegro poderia receber uma suspensão de 15 a 180 dias. A comissão disciplinar, porém, decidiu absolvê-lo por dois votos a um.

Único voto pela condenação


O advogado Caio Carvalho Barros foi o único integrante da comissão a votar pela condenação do presidente do Fluminense. Durante a análise do caso, ele argumentou que as declarações do dirigente ultrapassaram o limite considerado aceitável para manifestações de insatisfação com a arbitragem.

Apesar da divergência, prevaleceu a decisão pela absolvição. Com o resultado do julgamento, tanto Pulgar quanto Montenegro ficaram livres de punições esportivas decorrentes das denúncias analisadas nesta quinta-feira.