Esportes
MP denuncia presidente do Corinthians por apropriação indébita
Promotor pede bloqueio de R$ 721 mil e afastamento do dirigente durante o processo
O Ministério Público apresentou, nesta terça-feira (15), uma denúncia contra Osmar Stabile, presidente do Corinthians, por suposta apropriação indébita. Segundo a acusação, o dirigente teria utilizado recursos do clube para custear serviços de segurança pessoal e de familiares.
De acordo com a denúncia, os pagamentos foram destinados à Bear Security, empresa contratada para realizar a proteção de Stabile e de pessoas próximas ao presidente do Corinthians.
A investigação começou após a instauração de um inquérito no mês passado, a partir de alertas feitos por associados do clube. Desde então, o Ministério Público reuniu documentos e outros elementos relacionados à contratação dos serviços.
Entre as evidências apresentadas pelo promotor Cassio Conserino estão documentos fiscais referentes aos pagamentos realizados à empresa de segurança. A investigação também reúne declarações do próprio Osmar Stabile, nas quais o dirigente teria confirmado a utilização de um serviço de “segurança VIP”.
Além dos documentos, o Ministério Público aponta a existência de imagens e registros de agentes da empresa acompanhando familiares do presidente do Corinthians em compromissos particulares.
A denúncia também cita indícios de que a Bear Security estaria operando sem o devido registro na Polícia Federal. A situação da empresa integra os elementos apresentados pelo Ministério Público no caso.
BLOQUEIO DE BENS
Diante das suspeitas, o promotor solicitou à Justiça o bloqueio de bens de Osmar Stabile no valor de R$ 721 mil, referentes ao período entre julho de 2025 e agosto de 2026.
MEDIDAS CAUTELARES
O Ministério Público também pediu a adoção de medidas cautelares contra o presidente do Corinthians durante o andamento do processo.
Entre as solicitações está o impedimento de Stabile de frequentar qualquer instalação pertencente ao Corinthians, além de restrições de contato com dirigentes e testemunhas relacionadas ao caso.
A acusação pede ainda que o dirigente seja proibido de se aproximar ou se comunicar com pessoas ligadas à investigação, como dirigentes e testemunhas.
Outra medida solicitada é o afastamento imediato de Stabile de cargos diretivos e da representação do Corinthians em acordos, encontros ou decisões administrativas.
O Ministério Público também requereu a retenção do passaporte do presidente do clube, com o objetivo de impedir uma eventual saída do território nacional.
Por fim, a denúncia pede que Stabile seja obrigado a comunicar previamente à Justiça qualquer deslocamento pelo território brasileiro superior a oito dias. Essas viagens ficariam condicionadas à autorização judicial.
