Esportes

Uefa critica plano da Fifa de vender participação em empresa da Copa do Mundo

Entidade europeia diz que futebol ''não está à venda"

Por Redação 29/07/2026 11h11
Uefa critica plano da Fifa de vender participação em empresa da Copa do Mundo
Sede da Fifa, em Zurique - Foto: Fifa

O plano da Fifa de criar uma empresa para administrar competições como a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes provocou reação imediata da Uefa. A entidade europeia criticou a proposta apresentada pelo presidente Gianni Infantino, que prevê a entrada de investidores privados em uma companhia avaliada em US$ 20 bilhões (cerca de R$ 102 bilhões).

Batizada de Fifa Forward Enterprise (FFE), a subsidiária teria como objetivo captar até US$ 4,2 bilhões ainda este ano. Segundo a Fifa, os recursos seriam destinados ao financiamento de programas de desenvolvimento do futebol, com investidores adquirindo participações minoritárias e sem poder de controle.

Entre os possíveis investidores está a Thrive Eternal, empresa fundada por Joshua Kushner. A operação conta ainda com assessoria do banco J.P. Morgan.

Em nota, a Uefa afirmou que o futebol "não está à venda" e questionou a falta de transparência sobre o projeto.

"Não é da Fifa para vender. Nenhum de nós é dono do futebol."

A entidade também declarou que "a alma e a governança do futebol não são ativos para negociar" e classificou a proposta como uma medida que ultrapassa os limites esperados das instituições que administram o esporte.

A Fifa informou que iniciou um processo de consultas com suas 211 federações filiadas, que precisarão aprovar qualquer mudança na estrutura da organização. De acordo com a entidade, cada associação nacional poderá receber até US$ 20 milhões em recursos por meio do programa Fifa Fast-Forward, valor superior aos atuais US$ 8 milhões previstos no ciclo de desenvolvimento entre 2027 e 2030.

Para Infantino, a iniciativa busca ampliar a capacidade de investimento no futebol mundial.

"Trata-se da democratização do futebol em todo o mundo."

A proposta foi apresentada às federações durante reunião realizada em Manhattan, antes da final da Copa do Mundo de 2026. Segundo a Fifa, a criação da empresa permitirá ampliar o potencial comercial de suas competições e aumentar os investimentos destinados ao desenvolvimento da modalidade.