Esportes
Ataque antes de CSA x São Luiz em Maceió pode banir organizada por até cinco anos
Polícia Civil investiga agressão a torcedor do CRB no Graciliano Ramos e atua para identificar suspeitos e ouvir a vítima
A Polícia Civil de Alagoas investiga um grave episódio de violência registrado no último domingo (26), no bairro Graciliano Ramos, em Maceió, momentos antes da partida entre CSA e São Luiz, válida pelas oitavas de final da Série D do Campeonato Brasileiro. Um homem apontado como torcedor do CRB foi espancado por um grupo com roupas associadas a uma torcida organizada do CSA.
De acordo com o delegado Bruno Tavares, a principal linha de investigação aponta para um cenário de retaliação. A suspeita inicial é de que o confronto tenha começado após uma provocação ou ataque envolvendo uma facção do CRB, e a vítima — que teria se desgarrado do grupo — acabou alcançada e agredida.
A polícia realiza diligências para identificar o torcedor agredido, com a hipótese de que ele ainda esteja sob cuidados médicos em uma unidade hospitalar da capital, para colher seu depoimento e oficializar o boletim de ocorrência. Imagens de câmeras de segurança e conteúdos compartilhados em redes sociais estão sendo analisados para o reconhecimento dos agressores.
Possíveis sanções e enquadramento penal
O delegado ressaltou que a responsabilização pelo ato poderá atingir tanto os indivíduos quanto a própria torcida organizada como instituição. Caso fique comprovada a participação direta da entidade no atentado, a Polícia Civil solicitará à Justiça o banimento do grupo dos estádios e de seus arredores pelo período de até cinco anos. Para acelerar o reconhecimento, os investigadores vão cruzar os registros em vídeo com o cadastro oficial de membros que as organizadas mantêm junto às autoridades.
No âmbito individual, os envolvidos poderão responder por crimes que variam de lesão corporal a tentativa de homicídio, a depender do laudo pericial sobre a gravidade dos ferimentos. Sob as diretrizes da Lei Geral do Esporte, as condenações para esses casos de violência esportiva podem ultrapassar 10 anos de reclusão.
Com TNH1.

