Esportes
Mbappé garante artilharia da Copa do Mundo e iguala feito histórico após 56 anos
O francês se beneficiou do fato de Lionel Messi, seu principal concorrente, não ter balançado as redes na final deste domingo (19)
O atacante Kylian Mbappé encerrou a Copa do Mundo de 2026 como artilheiro, ao marcar dez gols. O francês se beneficiou do fato de Lionel Messi, seu principal concorrente, não ter balançado as redes na final deste domingo (19), em Nova Jersey (Estados Unidos), quando a Espanha venceu a Argentina por 1 a 0.
Messi terminou a competição com oito gols marcados.
O feito do camisa 10 dos Bleus é histórico por dois motivos: Mbappé é o primeiro atleta a conquistar a artilharia em duas Copas consecutivas, após ter sido goleador também em 2022 (Catar).
Além disso, desde 1970 um artilheiro não alcançava dez gols em uma única edição do Mundial. O último havia sido o alemão Gerd Müller, no México. O próprio Mbappé chegou perto da marca no Catar, com oito gols, mesmo número do brasileiro Ronaldo em 2002, no Japão e Coreia do Sul.
A disputa pelo terceiro lugar, no sábado (18), foi decisiva para Mbappé superar Messi na artilharia. Ambos chegaram ao fim de semana com oito gols, mas o argentino liderava por ter mais assistências. O francês, porém, marcou duas vezes na derrota para a Inglaterra por 6 a 4, em Miami (Estados Unidos), e se isolou na ponta.
Com os gols, Mbappé também se tornou o maior artilheiro da história das Copas, chegando a 22 gols e ultrapassando Messi, que ficou com 21. O argentino havia assumido a liderança na primeira rodada ao marcar três gols na vitória sobre a Argélia por 3 a 0 em Kansas City (Estados Unidos), superando o alemão Miroslav Klose (16), e manteve-se à frente até sábado.
Feitos espanhóis
Além do título, que recolocou o país no topo do futebol mundial após 16 anos, a Espanha atingiu marcas históricas na conquista deste domingo. Ao sofrer apenas um gol em toda a competição, a Fúria estabeleceu a melhor defesa de todos os tempos em Copas do Mundo.
A marca anterior, de dois gols sofridos, pertencia à França de 1998, à Itália de 2006 e à própria Espanha campeã em 2010. O goleiro Unai Simón, que ficou 648 minutos sem ser vazado — novo recorde dos Mundiais —, e o zagueiro Pau Cubarsí foram eleitos pela Fifa como melhor goleiro e melhor jogador jovem da Copa, respectivamente. O volante Rodri foi escolhido o craque da competição.

