Esportes
Futebol, política e personagens improváveis: os destaques da Copa até agora
Com o fim das oitavas de final, as seleções classificadas só voltam a campo nas quartas de final, a partir de quinta-feira (9)
Depois de dias intensos de jogos, as redes dos estádios da Copa do Mundo permanecem silenciosas nesta quarta-feira (8). Com o fim das oitavas de final, as seleções classificadas só voltam a campo nas quartas de final, a partir de quinta-feira (9). Até aqui, a Copa já entregou grandes momentos, eliminações surpreendentes e polêmicas dentro e fora dos gramados.
Brasil, Holanda e Alemanha: gigantes fora do páreo
Três das maiores seleções da história das Copas, Brasil, Alemanha e Holanda já estão eliminadas e acompanham o restante do torneio pela televisão. A Alemanha, desde o título de 2014, não volta a disputar as oitavas de final: caiu ainda na fase de grupos em 2018 e 2022, e este ano foi surpreendida pelo Paraguai na fase de 16 avos de final.
A Holanda protagonizou um duelo eletrizante contra o Marrocos, decidindo a vaga nos pênaltis. O goleiro Bono brilhou novamente, repetindo o protagonismo da Copa do Catar ao defender cobranças decisivas.
Já o Brasil, sem um padrão de jogo consistente, apostou no talento de Vinícius Jr., que brilhou em alguns momentos, mas não foi suficiente para avançar além das oitavas. O time comandado por Carlo Ancelotti foi superado pela organizada Noruega, que contou com dois gols do artilheiro Haaland. O favoritismo brasileiro ficou pelo caminho diante de uma equipe mais coesa e eficiente.
Cabo Verde surpreende e conquista a torcida
Na fase de 16 avos de final, a lógica prevaleceu: a Argentina venceu Cabo Verde e avançou, mas não sem sustos. Os cabo-verdianos levaram a partida à prorrogação e quase surpreenderam os atuais campeões mundiais.
O destaque ficou para Sidny Cabral, autor do gol mais bonito da fase segundo a Fifa, ao acertar um chute perfeito no ângulo do goleiro Martínez. Apesar da eliminação, Cabo Verde fez história ao empatar com Espanha e Uruguai na fase de grupos, parando dois campeões mundiais.
O goleiro Vozinha, de 40 anos, virou celebridade nas redes sociais. Sem clube ao chegar à Copa, sua atuação deve render novos contratos após o torneio.
Trump, polêmica e cartão vermelho
Mesmo longe dos estádios, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi protagonista fora das quatro linhas. Após a expulsão do atacante Balogun, por falta dura na partida contra a Bósnia, Trump interveio junto ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, pedindo revisão do cartão vermelho. O pedido foi levado ao Comitê Disciplinar, que acatou a solicitação, mas Infantino negou qualquer influência direta do presidente norte-americano na decisão.
Apesar da reversão da suspensão, Balogun pouco fez na partida seguinte, e os Estados Unidos foram eliminados pela Bélgica por 4 a 1. No último gol, os belgas ironizaram Trump com uma comemoração em tom de deboche.
França confirma favoritismo
Entre todas as seleções, a França é quem mais confirma o favoritismo até o momento. Com futebol ofensivo e consistente, os vice-campeões venceram sem sustos Senegal, Iraque, Noruega e Suécia.
Na fase de 16 avos de final, superaram o Paraguai por 1 a 0, em duelo físico e disputado. O elenco francês impressiona pela quantidade de opções: Upamecano comanda a defesa, Rabiot, Dembélé e Olise controlam o meio-campo, e Mbappé lidera o ataque com maestria.

