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Ancelotti revela estratégia e cogita Endrick como titular nas oitavas

O técnico agora cogita escalar o atacante como titular no duelo das oitavas de final do Mundial

Por Agência Brasil com Redação 30/06/2026 05h05
Ancelotti revela estratégia e cogita Endrick como titular nas oitavas

A decisão de Carlo Ancelotti de não utilizar Endrick no empate por 1 a 1 com Marrocos, na estreia da Copa do Mundo, em Nova Jersey (Estados Unidos), gerou repercussão dentro e fora do Brasil, muitas vezes de forma irônica. Dezesseis dias depois, o técnico agora cogita escalar o atacante como titular no duelo das oitavas de final do Mundial, contra Noruega ou Costa do Marfim, neste domingo (5), às 17h (horário de Brasília).

Com a lesão do meia Lucas Paquetá, que precisou ser substituído no intervalo do jogo desta segunda-feira (29), contra o Japão, em Houston (Estados Unidos), Endrick foi o escolhido para entrar em campo. Naquele momento, o Brasil perdia por 1 a 0. A seleção brasileira conseguiu a virada e venceu por 2 a 1, com o segundo gol marcado já no final do segundo tempo.


“Sim, podemos começar dessa maneira [com Endrick no lugar de Lucas Paquetá]. Precisávamos de mais força na área e o Endrick poderia oferecer essa presença. Ele fez um jogo muito bom porque esteve intenso e perigoso”, afirmou Ancelotti em entrevista coletiva após a partida em Houston.

A entrada do ex-atacante do Palmeiras também refletiu uma mudança de postura ao longo do confronto. Se no primeiro tempo a estratégia, sem sucesso, era buscar infiltrações pelo meio, o Brasil passou a pressionar a defesa japonesa com bolas alçadas na área. Foram 25 cruzamentos durante a partida, sendo um deles responsável pelo gol de empate do volante Casemiro.

“Tivemos dificuldades no primeiro tempo para criar oportunidades porque o Japão estava muito fechado. Buscamos soluções com mais cruzamentos e presença de área. Acho que é uma evolução. Se no outro jogo não tivemos problemas para encontrar espaço, desta vez foi diferente, mas conseguimos resolver bem na segunda etapa”, avaliou o treinador, citando o triunfo por 3 a 0 sobre a Escócia, na última quarta-feira (24), em Miami, pela fase de grupos.

Desde 2002, quando venceu a Inglaterra por 2 a 1 nas quartas de final em Shizuoka (Japão), o Brasil não conseguia virar um jogo eliminatório de Copa. Coincidentemente, aquela foi a edição do último título mundial da seleção brasileira. Mais do que um bom presságio, a vitória desta segunda-feira sinaliza, para Ancelotti, o amadurecimento do time.

“Estava confiante [mesmo em desvantagem no placar] porque a equipe começou bem. Depois encontramos dificuldades para pressionar o Japão, que é uma equipe respeitável, muito perigosa e com jogadores fortes nos duelos. Mas [o Brasil] não era uma equipe perdida como no primeiro tempo contra Marrocos”, disse o técnico, minimizando erros como o do lateral Danilo, que entregou a bola nos pés do volante Kaishu Sano no lance do gol japonês.