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Neymar faz exame decisivo nesta segunda para saber se enfrenta o Marrocos na estreia da Copa
Camisa 10 passa por ressonância magnética na panturrilha direita; bastidores da CBF fervem com polêmica de omissão de lesão pelo atleta e pelo Santos.
A comissão técnica da seleção brasileira vive um dia de pura expectativa e tensão nesta segunda-feira (8). O departamento médico aguarda o resultado de uma ressonância magnética que apontará o estágio de cicatrização da lesão de grau 2 na panturrilha direita de Neymar. O exame é o parâmetro definitivo para saber se o camisa 10 terá condições físicas de estrear no Mundial no próximo dia 13, contra o Marrocos.
O resultado do exame vai guiar os médicos e preparadores físicos sobre a viabilidade de liberar o atacante para os treinos com bola. A contusão, sofrida em maio, já havia tirado o craque do último amistoso preparatório contra o Egito, no sábado (6), em Cleveland, onde o Brasil venceu por 2 a 1 com gols de Bruno Guimarães e Endrick. Na ocasião, o técnico Carlo Ancelotti pregou cautela e afirmou não ter pressa, embora o tempo jogue contra.
Aos 34 anos, Neymar confirmou nas redes sociais da Fifa que a edição de 2026 será a sua "última dança" em Copas do Mundo. O jogador tenta quebrar um hiato incômodo, já que não atua pela seleção brasileira desde outubro de 2023 devido a uma sequência de lesões graves. O atacante, inclusive, nunca entrou em campo sob o comando de Ancelotti, o que tornou sua convocação um dos temas mais debatidos do país.
Por trás do drama da recuperação, os bastidores da CBF fervem com um forte clima de descontentamento e desconfiança. Dirigentes e membros da comissão técnica avaliam que o jogador e o Santos omitiram a real gravidade do problema. A lesão ocorreu no dia 17 de maio, véspera da convocação oficial, quando Neymar saiu de campo reclamando muito na derrota do Peixe por 3 a 0 para o Coritiba, na Neo Química Arena.
A farsa ruiu na apresentação em Teresópolis, quando os exames da seleção constataram uma ruptura parcial das fibras musculares (grau 2), e não apenas um edema superficial como o estafe do atleta sustentava. No dia 28 de maio, o médico Rodrigo Lasmar estipulou um prazo de três semanas de molho, deixando o atleta no limite para a estreia contra os marroquinos. Caso seja vetado do primeiro jogo, o foco passará a ser os duelos contra Haiti, no dia 19, e Escócia, no dia 24 de junho.


