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Espanha lidera Grupo H com elenco de estrelas e busca o bicampeonato mundial
Campeã da Eurocopa 2024, após vitória sobre a Inglaterra, a Espanha busca o sonhado bicampeonato mundial
Cabeça de chave do Grupo H, a seleção da Espanha chega à Copa do Mundo como uma das grandes favoritas ao título, após tropeços nas últimas três edições. O elenco da Fúria reúne jovens talentos como Lamine Yamal (Barcelona), o meio-campista Rodri (Manchester City) e o zagueiro Cucurella (Chelsea). O grupo ainda conta com Uruguai, referência do futebol sul-americano, Arábia Saudita e Cabo Verde, uma das estreantes no torneio, que começa na próxima quinta-feira (11), no Canadá, México e Estados Unidos.
Campeã da Eurocopa 2024, após vitória sobre a Inglaterra, a Espanha busca o sonhado bicampeonato mundial. Já se passaram 16 anos desde o título na África do Sul. Desde então, a Fúria acumulou eliminações precoces: caiu nas oitavas de final no Catar (2022) e na Rússia (2018), além de ter sido eliminada ainda na fase de grupos no Brasil (2014).
Além do elenco qualificado, a seleção espanhola colhe os frutos do trabalho do técnico Luis De La Fuente, que assumiu o comando há quase três anos e meio. Sob sua liderança, a Fúria teve desempenho dominante nas eliminatórias europeias, com cinco vitórias em seis jogos e nenhuma derrota.
O Uruguai, bicampeão mundial (1930 e 1950), é forte candidato a avançar ao mata-mata em segundo lugar no Grupo H. Sob o comando do argentino Marcelo Bielsa, a Celeste Olímpica tenta superar o fracasso na última edição (Catar 2022), quando foi eliminada na fase de grupos. Bielsa aposta na criatividade dos meio-campistas para avançar na competição: dos 26 convocados, 12 atuam nessa posição, com destaque para Federico Valverde (Real Madrid), Rodrigo Bentancur (Tottenham Hotspur), Manuel Ugarte (Paris Saint-Germain) e Nicolás de la Cruz (Flamengo). Embora convocados, Giorgian De Arrascaeta (Flamengo) e Joaquín Piquerez (Palmeiras) ainda se recuperam de lesões e podem desfalcar a equipe nos primeiros jogos.
Representante asiática, a seleção da Arábia Saudita chega à sua sétima participação em Copas do Mundo. Seu melhor desempenho foi em 1994, também nos Estados Unidos, quando chegou às oitavas de final. Na Copa do Catar, surpreendeu ao vencer a Argentina de virada (2 a 1). Após a saída do técnico francês Hervé Renard, o comando passou para o grego Georgios Donis. O entrosamento é um trunfo dos sauditas, já que a maioria dos convocados atua em grandes clubes locais, como Al-Hilal e Al-Nassr. O atacante Salem Al-Dawsari (Al-Hilal), camisa 10, é o principal nome da equipe.
Estreante em Copas, Cabo Verde chega credenciado após superar adversários tradicionais nas eliminatórias africanas, como Camarões, que ficou de fora do Mundial. O técnico Pedro Brito, o Bubista, responsável por conduzir os Tubarões Azuis à classificação inédita, foi eleito o melhor treinador da África na última temporada.


