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Seleção dos EUA exalta Marta e já projeta Copa do Mundo Feminina no Brasil

Os quatro títulos de Copa do Mundo e as cinco medalhas olímpicas de ouro explicam por que os Estados Unidos têm a seleção feminina de futebol mais vitoriosa do planeta

Por Agência Brasil com Redação 03/06/2026 16h04
Seleção dos EUA exalta Marta e já projeta Copa do Mundo Feminina no Brasil

Os quatro títulos de Copa do Mundo e as cinco medalhas olímpicas de ouro explicam por que os Estados Unidos têm a seleção feminina de futebol mais vitoriosa — e temida — do planeta. Ainda assim, é do Brasil que vem a maior referência das norte-americanas: a idolatria por Marta Vieira da Silva, considerada a maior jogadora da história, transcende fronteiras.

“Marta é uma lenda! Honestamente, estar em campo com ela é surreal. É a jogadora em que muitas de nós nos espelhamos. Enfrentá-la é um desespero [risos]”, afirmou a meia Rose Lavelle, em entrevista coletiva no centro de treinamento do São Paulo, onde a seleção dos EUA se prepara para dois amistosos contra o Brasil — o primeiro será neste sábado (6), às 18h30 (horário de Brasília), na Neo Química Arena, em São Paulo.

“Marta é uma lenda! Honestamente, estar em campo com ela é surreal. É a jogadora em que muitas de nós se espelharam. Enfrentá-la é um desespero [risos]”, disse a meia Rose Lavelle em entrevista coletiva em São Paulo - Reprodução / United States Soccer Federation

    “[Admiro] a maneira como ela [Marta] encara o jogo, técnica e taticamente, mas também o quanto ela gosta de jogar. Sempre adorei ver jogadoras que têm esse encanto. Ela tem uma mentalidade vencedora e traz muita alegria aos torcedores”, destacou a meio-campista Lindsay Heaps, capitã dos Estados Unidos.

    O histórico dos confrontos entre as seleções no futebol feminino é amplamente favorável às norte-americanas. Em 43 jogos, são apenas quatro vitórias brasileiras. No último compromisso entre as equipes, porém, deu Brasil. O triunfo por 2 a 1 no PayPal Park, em San Jose, Califórnia, foi o primeiro do time verde e amarelo na casa das rivais, com gols das atacantes Kerolin e Amanda Gutierres.

    “O Brasil é um time de classe mundial, com um grande técnico [Arthur Elias]. Sou grande fã do trabalho dele. A equipe joga com muita responsabilidade e torna muito difícil você ter o controle do jogo. Não importa quem elas enfrentam, estão sempre em alto nível. E nunca desistem. Acho que o Brasil sempre teve um time muito bom, mas essa geração tem mais jogadoras no alto nível”, avaliou a técnica dos Estados Unidos, Emma Hayes.

    A última vez que Marta defendeu a seleção brasileira foi em agosto do ano passado, quando a Amarelinha foi campeã da Copa América, em Quito (Equador) - Lívia Villas Boas/CBF/Direitos Reservados

    Presentes em todas as Copas do Mundo femininas desde a edição inaugural, em 1991, as norte-americanas ainda precisam se classificar para a edição de 2027, no Brasil. Para isso, terão de ficar entre as quatro seleções mais bem colocadas do Campeonato da Confederação de Futebol das Américas do Norte, Central e Caribe (Concacaf), que elas mesmas sediarão entre 27 de novembro e 5 de dezembro.

    “Que experiência pode ser melhor do que estarmos aqui para enfrentar o Brasil, na casa delas e onde será a Copa do Mundo? Acho que temos que aproveitar ao máximo a experiência. As viagens, os trajetos de ônibus, os treinos e tudo que o país tem a oferecer. Acredito que a atmosfera será incrível”, projetou Heaps.

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    “O futebol feminino, hoje, é uma indústria multibilionária. Está se tornando um grande negócio. É o esporte que mais cresce no mundo. O investimento no esporte feminino é um investimento inteligente. Espero que [a Copa] traga [ao Brasil] mais investimento nos clubes, maior profissionalização. E o mais importante: que as meninas sigam jogando o máximo de tempo possível. Sei que o Mundial trará um impacto massivo ao país. E estou ansiosa para isso”, destacou Hayes.

    Apesar do histórico negativo em decisões contra os Estados Unidos, com derrotas nas finais olímpicas de Atenas (Grécia), Pequim (China) e Paris (França), o Brasil levou a melhor em dois títulos que disputou em casa contra as rivais. Em 2007, as brasileiras conquistaram a medalha de ouro dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro goleando as norte-americanas por 5 a 0 no Maracanã.

    Já em 2014, o empate sem gols no Mané Garrincha garantiu o título do Torneio Internacional de Brasília à seleção canarinho, beneficiada pela melhor campanha ao longo da competição amistosa. Aquele foi, inclusive, o último encontro entre as equipes em solo brasileiro.