Esportes
Os jogadores que destruíram os sonhos do Brasil nas Copas do Mundo
Da derrota silenciosa no Maracanã em 1950 ao 7 a 1 de 2014, a Seleção mais vitoriosa da história também acumula carrascos inesquecíveis
Cinco títulos mundiais colocam o Brasil no topo da história das Copas. Mas a mesma trajetória que guarda as glórias também reserva derrotas que nunca saíram da memória do torcedor. Alguns jogadores entraram para a história justamente por acabar com o sonho brasileiro.
Alcides Ghiggia, 1950
A primeira Copa disputada em casa tinha tudo para terminar em festa. O Brasil goleou Suécia e Espanha na fase final e precisava apenas de um empate contra o Uruguai no Maracanã para ser campeão. Friaça abriu o placar. Schiaffino empatou. E Ghiggia, aos 79 minutos, fez o gol que silenciou 200 mil pessoas e deu nome a uma das maiores tragédias do esporte brasileiro: o Maracanazo.
Paolo Rossi, 1982
Aquela seleção é lembrada até hoje como uma das mais bonitas da história. Zico, Sócrates, Falcão, Cerezo, Éder. Um time feito para encantar. Na segunda fase, enfrentou a Itália e foi eliminada por 3 a 0, com os três gols marcados pelo mesmo homem: Paolo Rossi. A Tragédia do Sarriá enterrou uma geração que merecia mais.
Claudio Caniggia, 1990
O Brasil passou a primeira fase com três vitórias em três jogos e encontrou a Argentina nas oitavas. Maradona iniciou a jogada e rolou para Caniggia, que driblou Taffarel e fez o único gol da partida. Eliminação precoce e frustração de uma equipe que tinha tudo para ir longe.
Zinedine Zidane, 1998
O Brasil era campeão e favorito ao pentacampeonato. A final foi contra a França, em Paris. Horas antes do jogo, Ronaldo Fenômeno passou mal. Mesmo em campo a pedido próprio, ele não era o mesmo. Zidane marcou duas vezes, a França venceu por 3 a 0 e o Brasil saiu da decisão sem conseguir explicar o que havia acontecido.
Miroslav Klose, 2014
A Copa era em casa, de novo. A campanha era irregular, mas o torcedor ainda acreditava. Contra a Alemanha, nas semifinais, o que se viu foi diferente de tudo que o futebol já havia produzido: 7 a 1, com o Brasil desmontado em campo. Klose marcou um dos gols e, naquele momento, ultrapassou Ronaldo como maior artilheiro da história das Copas, com 16 gols. Uma marca conquistada no pior dia do futebol brasileiro.


