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Conselheiros e sócios pedem impeachment de Osmar Stabile no Corinthians

Documento cita acordo bilionário e suposta falta de transparência

Por Redação 15/04/2026 15h03
Conselheiros e sócios pedem impeachment de Osmar Stabile no Corinthians
Conselheiros e sócios pedem impeachment de Osmar Stabile no Corinthians - Foto: Rodrigo Corsi/Ag. Paulistão

Integrantes do conselho e sócios do Corinthians protocolaram um pedido de impeachment contra o presidente Osmar Stabile no Conselho Deliberativo do clube. A solicitação, revelada pelo portal UOL, aponta possíveis violações ao estatuto, especialmente relacionadas à regularização de débitos com a União.

O grupo pede o afastamento imediato do dirigente e detalha decisões da atual gestão que justificariam o impeachment. O principal ponto envolve o acordo firmado entre o clube e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para a quitação de uma dívida de aproximadamente R$ 1,2 bilhão.

Segundo o documento, o Corinthians teria oferecido o Parque São Jorge como garantia, avaliado em pouco mais de R$ 600 milhões. Pelo estatuto, uma decisão desse porte exigiria aprovação de ao menos dois terços dos conselheiros em reunião específica, o que, de acordo com os autores do pedido, não ocorreu.

O acordo prevê parcelamento em até dez anos, com 20 prestações mensais para débitos não previdenciários e 60 para os previdenciários. Do total, cerca de R$ 1 bilhão refere-se a débitos não previdenciários, R$ 200 milhões a previdenciários e aproximadamente R$ 15 milhões em FGTS. Com descontos aplicados sobre juros e multas, o valor final teria sido reduzido em cerca de 46%, chegando a R$ 679 milhões.

Além disso, o documento cita suposta falta de transparência na gestão de Stabile e descumprimento de exigências administrativas. Entre os pontos levantados estão questões ligadas à manutenção da Neo Química Arena, à distribuição de ingressos e à contratação de serviços de segurança.

Outro tema mencionado é a existência de supostos funcionários fantasmas no clube, situação reconhecida pelo próprio presidente em entrevistas. Segundo os conselheiros, esses vínculos impactariam negativamente as finanças e poderiam configurar má gestão.