Cooperativismo
Rede Coop cria novo circuito de mercado para cooperativas em Alagoas
Produtos foram levados às secretarias estaduais e servidores tiveram contato direto com o trabalho fruto da agricultura familiar
Um estande montado em áreas de circulação interna, produtos organizados como vitrine e uma proposta clara: transformar o ambiente institucional em espaço de consumo. É assim que a Rede Coop vem criando um novo circuito de mercado para agricultores familiares e suas cooperativas com espaços itinerantes nas Secretarias do Governo de Alagoas.
Nesta quinta-feira, 16, a ação chegou à Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagri) e à Secretaria de Estado da Cidadania e da Pessoa com Deficiência (Secdef). Servidores tiveram contato direto com produtos como chips de banana, doces artesanais, licores, cachaças e geleias, itens que carregam identidade territorial e já demonstram competitividade no mercado.
A lógica da iniciativa é simples e tem por objetivo de encurtar distâncias. Ao levar os produtos para dentro das secretarias, a Rede Coop reduz barreiras de acesso, amplia a visibilidade e estimula o consumo de itens da agricultura familiar em um ambiente com fluxo contínuo de pessoas.

Desenvolvida pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Sedics), em parceria com a União das Cooperativas da Agricultura Familiar e da Economia Solidária de Alagoas (Unicafes-AL), a ação aposta no formato itinerante como estratégia. Teve início na própria Sedics e segue um calendário que deve percorrer outras estruturas do governo estadual.
“A Rede Coop cria uma conexão direta entre produção e novos espaços de consumo. São produtos que já têm mercado, e agora passam a ocupar também os ambientes institucionais, ampliando as oportunidades para os agricultores”, afirma o secretário executivo do Cooperativismo, Associativismo e Economia Solidária da Sedics, Júnior Benitz.
Para ele, a ação também cumpre um papel de demonstração. “É uma iniciativa que evidencia, na prática, o nível de organização das cooperativas. Estamos falando de produtos com padrão, identidade e capacidade produtiva. Levar isso para dentro das secretarias é uma forma de apresentar esse potencial de forma concreta”, diz.
A circulação do estande altera a rotina dos espaços por onde passa. Na Secdef, a movimentação em torno dos produtos foi constante. Servidor da pasta, Sandoval Souto aproveitou a oportunidade para consumir e avaliar a experiência. “É uma facilidade grande ter esse acesso no local de trabalho. A gente conhece os produtos, vê a qualidade e ainda contribui diretamente com quem produz. Já comprei e pretendo comprar novamente”, relata.
Os produtos apresentados já operam em canais formais de comercialização, como as unidades do Armazém Alagoas, em Maceió, e no Shopping Partage, em Arapiraca. A presença nesses espaços reforça não apenas a qualidade, mas a capacidade de escala, regularidade e organização das cooperativas envolvidas.


