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Protesto no CSA: funcionários cobram salários e discutem com presidente

A manifestação ocorreu após um suposto atraso de cinco dias no pagamento da folha salarial referente ao mês de fevereiro

Por Redação* 11/03/2026 10h10
Protesto no CSA: funcionários cobram salários e discutem com presidente
CT do CSA - Foto: Denison Roma/Ge

Funcionários do Centro Sportivo Alagoano (CSA) realizaram um protesto na manhã desta quarta-feira (11), no CT Gustavo Paiva, em Maceió, contra o presidente do clube, Robson Rodas. A manifestação ocorreu após um suposto atraso de cinco dias no pagamento da folha salarial referente ao mês de fevereiro.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram trabalhadores cobrando explicações da diretoria e relatando preocupação com despesas básicas do dia a dia, como aluguel, alimentação e contas domésticas.

Durante a discussão registrada nas imagens, Robson Rodas afirmou que a diretoria estava em busca de recursos para quitar os salários atrasados. “A gente ficou atrás de dinheiro para pagar a folha. Cinco dias de atraso, cinco dias! E eu buscando dinheiro para pagar vocês”, declarou o dirigente.

Os funcionários, por sua vez, reagiram questionando como lidariam com suas obrigações financeiras diante do atraso. “E o aluguel e a geladeira da gente? Como fica?”, perguntaram alguns trabalhadores.

Em meio ao clima de tensão, o presidente também aparece nas gravações afirmando que os funcionários estavam demitidos. “Todos estão demitidos, podem ir embora. Eu resolvo o problema. Todos podem ir embora”, disse.

Segundo apuração do jornalista Warner Oliveira, do programa Timaço da Gazeta, já existia um clima de insatisfação interna entre os trabalhadores do clube devido à situação salarial.

A Polícia Militar de Alagoas foi acionada e esteve no centro de treinamento para garantir a ordem durante o protesto.

Este não foi o primeiro episódio de cobrança no CT Gustavo Paiva nesta semana. Na última segunda-feira (9), torcedores do CSA também estiveram no local para protestar contra o momento vivido pelo clube. Na ocasião, o executivo de futebol Carlos Bonatelli afirmou que a situação financeira do CSA é considerada “gravíssima”.

O protesto ocorre um dia após o CSA anunciar a contratação do técnico Moacir Júnior. Até o momento, a diretoria do clube não se pronunciou oficialmente sobre o caso envolvendo os funcionários.

*Com informações da Gazetaweb