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Jim Caviezel volta ao papel de Jesus após interpretar Bolsonaro
Filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, também colocou o ator novamente no centro das discussões.
Depois de ser anunciado como intérprete de Jair Bolsonaro na cinebiografia Dark Horse, o ator Jim Caviezel voltará a viver Jesus Cristo nas continuações de A Paixão de Cristo. O novo projeto, comandado por Mel Gibson, promete retratar a ressurreição de Jesus e já vem cercado de expectativa e polêmicas.
Segundo informações divulgadas pela revista Variety, a continuação será dividida em duas partes e abordará os acontecimentos após a crucificação de Jesus, incluindo momentos ao lado de Maria Madalena, personagem novamente interpretada por Monica Bellucci.
Mel Gibson descreveu o longa como “uma viagem de ácido”, indicando que a narrativa deverá apostar em uma abordagem intensa e simbólica dos acontecimentos religiosos.
“Sou profundamente grato ao meu elenco e equipe incrivelmente talentosos por dedicarem seus corações a esta produção. Juntos, criamos algo poderoso”, afirmou o diretor.
“Para mim, é muito mais do que um filme. É uma missão que carrego há mais de 20 anos.”
Diferentemente de Dark Horse, que ainda não possui distribuidora definida, a sequência de A Paixão de Cristo já garantiu distribuição nos Estados Unidos pela Lionsgate e acordos para lançamentos internacionais.
De Jesus a Bolsonaro
Antes de retornar ao papel que marcou sua carreira, Jim Caviezel voltou aos holofotes ao ser escalado para interpretar Jair Bolsonaro em Dark Horse, cinebiografia que pretende retratar a campanha presidencial de 2018 do ex-presidente brasileiro.
Além de Caviezel, o elenco reúne nomes internacionais para representar integrantes da família Bolsonaro. O ator mexicano Marcus Ornellas interpretará Flávio Bolsonaro; o brasileiro Sérgio Barreto viverá Carlos Bolsonaro; e o norte-americano Eddie Finlay interpretará Eduardo Bolsonaro. Já Camille Guaty dará vida a Michelle Bolsonaro.
Segundo o primeiro trailer oficial do longa, a produção pretende apresentar ao público estrangeiro uma visão hollywoodiana da ascensão política de Bolsonaro. O material mostra o então candidato cercado por jornalistas e sendo descrito com termos como “racista”, “populista perigoso” e “ditador”.
Carreira marcada por polêmicas
Jim Caviezel alcançou projeção internacional após estrelar O Conde de Monte Cristo, sucesso que chamou a atenção de Mel Gibson para escalá-lo em A Paixão de Cristo.
O longa religioso se tornou um fenômeno de bilheteria e, durante anos, foi o filme para maiores de 18 anos com maior arrecadação nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, também acumulou controvérsias.
Segundo relatos do ator, as gravações foram marcadas por acidentes e situações extremas. Caviezel afirmou ter deslocado o ombro, sido atingido por um raio e chicoteado acidentalmente durante as filmagens. Além disso, o filme enfrentou críticas severas e acusações de antissemitismo feitas por representantes de comunidades judaicas e críticos de cinema.
“O filme antissemita mais virulentamente feito desde os filmes alemães de propaganda da Segunda Guerra Mundial”, publicou o New York Daily News à época.
Nos anos seguintes, Caviezel passou a atuar em produções menores e voltou a gerar repercussão pública ao compartilhar declarações contra vacinação e teorias conspiratórias ligadas à extrema direita.
Áudios envolvendo Flávio Bolsonaro
A produção de Dark Horse também ganhou repercussão após o site Intercept divulgar trocas de mensagens atribuídas a Flávio Bolsonaro envolvendo negociações financeiras relacionadas ao longa.
Nos áudios, o senador demonstra preocupação com atrasos nos pagamentos ligados ao projeto e teme um desgaste internacional da família Bolsonaro com os envolvidos na produção.
“Imagina a gente dando calote em um Jim Caviezel [que será Jair Bolsonaro no filme], em um Cyrus [Nowrasteh, diretor do filme]… Os caras, pô, renomadíssimos lá no cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim. Todo efeito positivo que a gente tem certeza que vai vir com esse filme pode ter o efeito elevado a menos um aí, cara”, diz o trecho divulgado.

