Política
Servidores de Maceió lutam por reajuste; Allan pede diálogo a Rodrigo
Seis sindicatos rejeitaram a proposta de reajuste de 4,30% apresentada pela gestão do prefeito
A negociação salarial entre a Prefeitura de Maceió e os servidores municipais está parada por falta de diálogo. Seis sindicatos rejeitaram a proposta de reajuste de 4,30% apresentada pela gestão do prefeito Rodrigo Cunha e cobram reabertura imediata das negociações.
No meio do impasse, o vereador Allan Pierre (MDB) passou a defender participação direta do prefeito nas negociações para evitar o agravamento da crise.
A data-base do funcionalismo é maio. Mas, até agora, a Prefeitura ainda não enviou à Câmara Municipal o projeto de reajuste. A avaliação entre representantes sindicais é de que o mês pode terminar sem definição oficial.
Os sindicatos pedem reajuste linear de 10%, com ganho real acima da inflação. A proposta da Prefeitura prevê recomposição total de 4,30%, dividida em duas parcelas: 2% em julho e 2,37% em novembro. O município também propôs pagar progressões acumuladas entre 2023 e 2025 apenas em 2027. As categorias rejeitaram.
“A proposta não garante ganho real ao servidor; apenas realiza a recomposição do salário de acordo com a inflação”, afirmou o presidente do Sindspref, Sidney Lopes.
Os sindicatos afirmam que o modelo ignora a data-base da categoria, parcela o reajuste e não contempla valorização efetiva do funcionalismo. O argumento ganha força porque, segundo estudos apresentados pelas entidades, o gasto com pessoal do município estaria em torno de 40% da receita corrente, abaixo do limite prudencial de 54% previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal.
Ou seja, segundo os sindicatos existe margem fiscal. Mesmo assim, a gestão optou por uma proposta considerada conservadora.
É nesse cenário que Allan Pierre tenta atuar como ponte entre servidores e Prefeitura. O vereador tem defendido que Rodrigo Cunha assuma pessoalmente a condução política das negociações e abra diálogo direto com sindicatos e representantes das categorias.
“Os servidores precisam ser ouvidos. O reajuste deve ir além da simples reposição inflacionária. É necessário construir uma proposta equilibrada, que reconheça o trabalho dos servidores e preserve a capacidade financeira do município”, argumenta Allan.
Além do Sindspref, outras entidades têm reforçado o discurso de unidade em torno da pauta salarial e pressionam por avanço nas negociações antes do fechamento da folha de maio.


