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Influenciadora recebe conta de 84 mil reais após mordida de poodle nos EUA

O cachorro era desconhecido e foi necessário a aplicação de quatro doses da vacina contra raiva

Por Redação 05/05/2026 15h03
Influenciadora recebe conta de 84 mil reais após mordida de poodle nos EUA
Débora mostrando o tamanho da mordida do cachorro em vídeo - Foto: Reprodução - TikTok

A influenciadora brasileira Débora Rocha viralizou nas redes sociais após compartilhar o susto ao receber a conta do hospital, com cinco dígitos, onde recebeu atendimento após um ocorrido inusitado durante sua viagem aos Estados Unidos, neste domingo (3). 


O caso aconteceu dias antes de ela seguir para Orlando. No TikTok, Débora contou que estava com a família em uma casa na Carolina do Norte quando um cão da vizinhança invadiu o quintal. Ao tentar devolver o animal, acabou sendo mordida por outro cachorro, que perfurou sua mão. Apesar de os donos afirmarem que o animal era vacinado, não houve comprovação, o que acendeu o alerta para um possível risco de raiva.

Já em Orlando, a influenciadora decidiu buscar atendimento em um pronto-socorro. No qual recebeu a orientação de iniciar imediatamente o protocolo de vacinação antirrábica, composto por quatro doses, duas aplicadas nos Estados Unidos e outras duas a serem concluídas no Brasil. No primeiro atendimento, além da vacina, ela também recebeu imunoglobulina, substância essencial para oferecer proteção imediata contra o vírus.


O tratamento seguiu com uma nova dose três dias depois. Ao final do atendimento inicial, veio o susto: uma cobrança de US$ 17 mil (R$84 mil reais convertidos). Apesar do valor elevado, Débora afirmou que não teve prejuízo direto, já que possuía seguro-viagem que cobriu os custos.


Nas redes sociais, ela usou o episódio como alerta para outros viajantes. “A lição que fica é: nunca chegue perto de cachorros estranhos fora do Brasil”, disse.


O susto vivido pela influenciadora tem base em um risco real, a raiva humana é uma doença viral grave, causada por agentes do gênero Lyssavirus, que ataca o sistema nervoso central e tem taxa de letalidade próxima de 100%. Os primeiros sinais incluem alterações de comportamento, como irritação, sonolência e depressão, seguidos por sintomas mais severos, como espasmos musculares e dificuldade para engolir, condição que leva à chamada hidrofobia, um dos sinais mais característicos da doença.


Sem tratamento eficaz após o surgimento dos sintomas, a prevenção é considerada a principal arma contra a raiva. A vacinação de cães e gatos é fundamental para conter a circulação do vírus e evitar a transmissão para humanos. Em casos de mordidas ou suspeita de exposição, a busca imediata por atendimento médico e o início do protocolo vacinal podem ser decisivos para salvar vidas.