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Suham Torres, artista trans alagoana, apresenta palestra sobre resistência e arte durante a ditadura em Maceió

Evento será realizado no MISA e integra programação que celebrará vida e história de uma das artistas mais importantes do estado

Por Assessoria 30/01/2026 14h02
Suham Torres, artista trans alagoana, apresenta palestra sobre resistência e arte durante a ditadura em Maceió
Livro sobre a vida de Suham Torres estará a venda no local - Foto: Reprodução

A artista Suham Torres, de 75 anos, realiza neste sábado (31) uma palestra especial sobre os desafios de ser uma mulher trans durante a ditadura militar brasileira e o papel fundamental da arte como ferramenta de resistência, sobrevivência e superação. O encontro acontece às 8h, no Museu da Imagem e do Som de Alagoas (MISA), no bairro do Jaraguá, em Maceió.

A atividade integra a programação do Encontro de Capacitação Artística (Encart), promovido pela Cia Os Vers’Artes, e será um momento de celebração, escuta e reverência ao legado de Suham, referência histórica da cultura e da luta por direitos da população trans em Alagoas e no país.





Durante a palestra, Suham vai compartilhar sua trajetória de vida, desde o processo de autodescoberta como mulher trans até os dias atuais, aos 75 anos, atravessando contextos de forte repressão política, social e cultural. A artista destaca que sua história, marcada por desafios, resistência e produção artística, está registrada em seu livro autobiográfico.

“Vou falar da minha trajetória como mulher trans, de como foi todo esse processo, desde quando eu me entendi como mulher até chegar a essa idade. Tudo isso está no meu livro, que conta a minha história de vida, a minha arte e o meu trabalho”, afirma Suham Torres.

Na ocasião, a artista levará exemplares do livro para venda ao público. Além disso, no dia 1º de fevereiro, último dia de Encart, Suham também realizará uma apresentação artística e continuará a comercialização da obra, que estará disponível pelo valor de R$ 50, com pagamento via Pix.

O encontro promete ser um espaço potente de memória, arte e formação, reforçando a importância de valorizar narrativas trans, especialmente aquelas que resistiram em períodos de extrema violência e silenciamento, como a ditadura militar.