Eleições 2026

Sem palanque, mas com experiência: Davi pode surpreender no Senado

Davi não tem o mesmo aparato, mas continua competitivo

Por Blog Edivaldo Junior 25/09/2026 12h12
Sem palanque, mas com experiência: Davi pode surpreender no Senado
Davi Davino Filho em campanha para o Senado. - Foto: Reprodução

Davi Davino Filho chega à reta final da eleição para o Senado em situação diferente dos principais adversários. Renan Calheiros tem o palanque de Renan Filho, Marina usa até o nome do candidato a governador JHC e Arthur Lira, além da coligação majoritária conta apoio de mais de 80 prefeitos. Como se manter competitivo em meio a tantas diferenças de estrutura e de força?

Candidato ao Senado peloa segunda vez, Davi não tem o mesmo aparato, mas continua competitivo. E talvez se mantenha vivo na disputa pelo aprendizado. Ele já conhece esse caminho. Em 2022, disputou o Senado e cresceu na reta final, terminando com 627.397 votos, ou 42,22% dos votos válidos. Ficou em segundo lugar, atrás de Renan Filho, numa eleição em que havia apenas uma vaga.

Agora, com duas vagas em disputa, Davi tenta repetir a fórmula. As pesquisas mais recentes mostram que ainda há muita indefinição, principalmente no segundo voto. Na Paraná Pesquisas, 33,4% dos entrevistados disseram não ter uma segunda opção definida. Entre os nomes citados nesse segundo voto, Davi aparece com 13,6%, praticamente no mesmo patamar de Renan Calheiros, com 13,4%, e Marina JHC, com 13,1%.

É nesse espaço, o do indeciso, que ele aposta. “Eu acredito que o eleitor de Alagoas vai surpreender. São dois votos. Mesmo sem grandes estruturas, eu tenho conseguido conversar com o eleitor, apresentar minhas propostas e me posicionar. Conheço o sentimento do alagoano e acredito que a vitória é possível, mesmo concorrendo contra o sistema”, afirma.

Para Davi, a eleição de dois votos amplia a liberdade do eleitor e abre espaço para candidaturas que não estão presas aos grandes blocos. “São dois votos. Isso dá mais liberdade para o eleitor votar, mesmo aquele que tem compromissos. Nós conseguimos sobreviver ao sistema, superando todas as manobras que foram feitas para me tirar da disputa. Vamos chegar ao dia 4 de outubro de cabeça erguida. Por isso acredito na nossa vitória.”

Nas últimas semanas, Davi também passou a marcar posição política com mais clareza. Assumiu voto em Bolsonaro e adotou posições críticas ao STF, incluindo defesa de investigação e eventual impeachment de ministros. Com isso, tenta ocupar um espaço mais definido no campo da centro-direita.

Hoje, Arthur Lira, Marina JHC e Renan Calheiros aparecem à frente na maioria dos levantamentos, enquanto Davi vem logo atrás. Mas a disputa está longe de fechada, especialmente porque o segundo voto ainda tem muita gente sem escolha definida.

Davi não tem o mesmo palanque nem a mesma estrutura dos principais concorrentes. Tem, porém, experiência, recall e já mostrou que sabe crescer na reta final. Se acertar mais uma vez, pode surpreender e ficar com uma vaga.