Eleições 2026

Davi Alcolumbre atuou para manter União Brasil e PP neutros nas eleições

Alcolumbre participou de uma reunião com integrantes da campanha de Eduardo Paes (PSD), candidato ao governo do Rio de Janeiro

Por Sputnik Brasil com Redação 11/08/2026 05h05
Davi Alcolumbre atuou para manter União Brasil e PP neutros nas eleições
Foto: © Foto / Valter Campanato / Agência Brasil

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), manteve-se distante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao longo de 2026, mas desempenhou papel decisivo para impedir alianças entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a chapa União Brasil-Progressistas (PP), além de outros partidos do centrão, tanto no cenário nacional quanto em palanques estaduais.

Segundo informações do portal g1, Alcolumbre participou de uma reunião com integrantes da campanha de Eduardo Paes (PSD), candidato ao governo do Rio de Janeiro. Estiveram presentes ainda o presidente do União Brasil, Antônio Rueda. A neutralidade do palanque era desejo tanto do ex-prefeito do Rio quanto de Lula, pois deixaria Flávio Bolsonaro sem o apoio do favorito ao Palácio da Guanabara.

Conforme o site, Alcolumbre também atuou em outros estados para afastar partidos do centrão de Flávio. O presidente do Senado deve se reunir com Lula nos próximos dias.

A relação entre Alcolumbre e o Palácio do Planalto ficou abalada no fim do ano passado, quando Lula indicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o procurador-geral da República, Jorge Messias. Alcolumbre defendia a nomeação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso.

A tensão entre o Senado e o Planalto levou Lula a demorar quatro meses para oficializar a indicação de Messias, que acabou rejeitada pela Casa após sabatina.

Em junho, um novo capítulo do impasse entre Lula e Alcolumbre surgiu quando o presidente do Senado não acelerou a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da escala de trabalho para cinco dias a cada dois de folga. Segundo Alcolumbre, os senadores não são "carimbadores" das decisões da Câmara dos Deputados.

Por Sputnik Brasil